Donadoni: 'Nunca pensei em me demitir'

Roberto Donadoni viveu uma segunda-feira tensa. Um dia após a eliminação da Itália na Eurocopa, com a derrota nos pênaltis para a Espanha, o treinador se viu obrigado a falar sobre seu futuro, em meio a muitas especulações. Ele garantiu que, apesar das críticas, não pensou em deixar o cargo.
“Nunca pensei em pedir demissão. Esta é uma idéia que nunca passou pela minha cabeça”, afirmou o treinador, durante entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira em Baden, no sul da Áustria.
Nem mesmo os rumores sobre uma eventual saída depois da eliminação na Eurocopa parecem assustá-lo. “Seria estúpido reduzir a Euro a um pênalti perdido, como seria da mesma forma avaliar o torneio por conta de um pênalti convertido”, analisou. “Estou com muita raiva e gostaria de exprimi-la, mas ela permanecerá dentro de mim. Agora, é preciso de toda forma olhar para frente e pensar no futuro. Haverá outros jogos e oportunidades.”
Logo após a derrota nos pênaltis para a Espanha, Giancarlo Abete, presidente da federação italiana (FIGC), recusou-se a manifestar publicamente seu apoio ao treinador. “Hoje, não posso dizer se seria justo ou não que a federação rescinda meu contrato”, afirmou. “Há uma hora, durante o café da manhã, conversei com Abete. Simplesmente disse a ele que estava feliz por viver esses dois anos. Eu me sinto melhor e mais maduro. É uma experiência entusiasmante.”
Antes do início da Eurocopa, diversos rumores indicavam a saída de Donadoni em caso de fracasso na competição. Embora tenha sido oferecido um novo contrato de dois anos (o atual se encerra no fim do torneio continental), o técnico convive com a sombra de um possível retorno de Marcello Lippi, campeão mundial em 2006. “Há quinze dias falam sobre seu retorno. De qualquer modo, desde que estou aqui, decidi não ler mais as críticas, sejam elas positivas ou negativas”, concluiu.



