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Depois de 20 anos, o clássico entre Bari e Foggia ressurgiu no Italiano, e com grande festa

Bari e Foggia fazem um dos principais clássicos do sul da Itália. O Derby d’Apulia reúne torcidas completamente apaixonadas e viveu seu auge nos anos 1990, quando os dois clubes figuravam juntos na Serie A. Os duelos de 1991/92, sobretudo, ocupam o imaginário popular: enquanto o ofensivo Foggia vivia sua ‘Zemanlândia’ com Zdenek Zeman, estrelado por Giuseppe Signori, Igor Shalimov e Francesco Baiano, o Bari vinha de um título recente na Copa Mitropa, com um trio de estrangeiros de respeito formado por David Platt, Zvonimir Boban e Robert Jarni, além de Zbigniew Boniek no comando técnico. Depois, voltariam a se encontrar na elite em 1994/95, mas logo o declínio pegaria em cheio as duas agremiações, sobretudo os rossoneri. E se as glórias parecem distantes de serem revividas, ao menos a rivalidade renasceu neste domingo.

Pela primeira vez desde 1996/97, Bari e Foggia estão na mesma divisão do Campeonato Italiano. O clássico só havia acontecido uma vez desde então, em duelo pela Copa da Itália vencido pelos rossoneri em 2015. Já o acesso dos foggiani na terceirona durante a última temporada permitiu que o Derby d’Apulia resgatasse sua plenitude na Serie B. E o que se viu no Estádio San Nicola foi digno da ocasião.

As arquibancadas receberam bom público e ditaram o ritmo da festa, com um belíssimo mosaico da torcida do Bari. A celebração, contudo, só esteve completa aos 47 do segundo tempo, quando os anfitriões anotaram o gol da vitória por 1 a 0. Com assistência do veterano Antonio Floro Flores, Cristian Galano balançou as redes. A vitória, aliás, valeu bastante aos galletti: o Bari manteve a liderança isolada da Serie B, à frente do Palermo. Já o Foggia deve brigar contra o rebaixamento, figurando na parte inferior da tabela.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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