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Contra o líder da Serie B, Balotelli precisou de apenas quatro minutos para marcar em sua estreia pelo Monza

Mario Balotelli mostrou ter brilho em sua estreia pelo Monza, na Serie B italiana. Com apenas quatro minutos de jogo, em seu primeiro toque na bola, mandou para a rede e abriu caminho para a vitória por 3 a 0 da equipe contra a líder Salernitana.

Com a vitória, o Monza, que tem Adriano Galliani como diretor, Silvio Berlusconi como proprietário e conta ainda com Kevin-Prince Boateng em seu elenco, subiu na tabela e assumiu a terceira colocação, a dois pontos do novo líder Empoli, que aproveitou o tropeço da Salernitana para igualar a pontuação no topo e assumir a ponta nos critérios de desempate.

Balotelli não jogava futebol oficialmente há mais de nove meses. Sua última partida havia sido pelo Brescia, na Serie A: uma derrota por 3 a 0 para o Sassuolo.

Durante o início dos treinamentos remotos em março, devido ao Coronavírus, Balotelli passou a apresentar problemas de comportamento, não treinando de casa como seus companheiros. Quando os clubes receberam a permissão para treinar em seus centros de treinamento, o presidente do Brescia afirmou que Balotelli não aparecia para os treinos: “Não parece muito comprometido com, digamos, o futuro do clube”.

O atacante tinha um contrato com o Brescia que previa uma renovação automática em caso de permanência na Serie A. O clube acabou rebaixado, mas Balotelli teve seu vínculo encerrado mesmo antes do fim da temporada passada, chegando a ser impedido de entrar no centro de treinamento, uma cena registrada em vídeo e que viralizou na internet.

Aos 30 anos, Balotelli pavimentou um caminho tortuoso para si mesmo ao longo de sua carreira, mas tem, em teoria, tempo de ainda viver bons momentos no futebol. Neste sentido, o início de trajetória em seu nono clube não poderia ter sido melhor.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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