Itália

Coisas que passaram pela cabeça de Maicosuel antes de bater seu pênalti contra o Braga

– Vou fazer do mesmo jeitinho que o Loco Abreu me ensinou. Mas acrescentando um toque pessoal, é claro.

– Meu cartão de visita para a torcida da Udinese será inesquecível.

– Nem acredito que vou jogar a fase de grupos da Champions. Já tô até vendo as manchetes no Brasil: “Mago brasileiro cala o Camp Nou”, “Noite mágica: drama Real”, e por aí vai.

– Mal entrei no ônibus e já vou sentar na janela.

– Vou cobrar isso aqui sem pensar muito, pois não vejo a hora de entrar no Twitter e descobrir com quem o Romário está brigando hoje.

– Não sei se gostei da Xuxa morena.

– Vou limpar a barra do meu amigo Armero e dedicar a classificação a ele.

– Estou gostando de morar em um país onde Neymar e Luciano Huck não são garotos-propaganda de todas as empresas.

– Aperta o R, segura o L, giradinha no direcional e quadrado bem de leve. Aperta o R, segura o L, giradinha no direcional e quadrado bem de leve. Aperta o R…

– Aprende aí, Léo Rocha!

Coisas que passaram pela cabeça de Maicosuel depois de bater seu pênalti contra o Braga:

– Não fui eu, foi o Valdívia! (Vai que cola…)

– Até os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski entrariam em um acordo sobre a burrada que eu fiz.

– Espero que esse Panenka de quem vocês tanto estão falando não seja um capanga mal encarado de uma torcida organizada do clube.

– Por favor, me digam que a Liga Europa é disputada em pontos corridos.

– E agora, quantos pratos terei de lavar para cobrir esse prejuízo de € 8,6 milhões que a Udinese terá ao ficar de fora da fase de grupos da Champions League?

– Tomara que o clube não reaja com a tomada de decisões precipitadas. Como, por exemplo, me mandar embora e contratar o Zé Love para o meu lugar.

– Ainda está em tempo de voltar ao Botafogo para dar a assistência para o gol mil do Túlio?

– Bem… pelo menos, eu limpei a barra do meu amigo Armero.

– Querido diário, na margem do Mar Adriático, (tentei uma cavadinha marota, errei,) sentei e chorei…

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Ricardo Henriques

Jornalista agnóstico formado pela Universidade Católica de Pernambuco, Ricardo Henriques nasceu, foi criado e se deteriorou no Recife, cidade com a qual vive uma relação de amor (mentira) e ódio. Não seguiu adiante com seus sonhos de ser repórter esportivo, nem deu continuidade à carreira como centroavante trombador e oportunista nas areias de Boa Viagem, mas encontrou no Twitter a plataforma ideal para palpitar sobre todos os assuntos onde não foi chamado. Viciado em esportes, cinema, seriados de TV e escolas de samba, tem mania de fazer listas que só interessam a si próprio, chegando ao ponto de eleger suas musas como se selecionasse o onze inicial de um time de futebol. Esse blog não trará informações quentes de bastidores, análises táticas abalizadas ou reflexões ponderadas. O que talvez, por consequência, não traga leitores. No cardápio: ranzinzices bem humoradas, cornetadas debochadas e fartas doses de cretinice e cultura pop, temperando o que há de mais ridículo e pernóstico no mundo do futebol. PS: ele tirará uma onda com o seu time ou os seus ídolos, mais cedo ou mais tarde. Não vai adiantar você fazer careta e espernear que nem o Mourinho faz quando é contrariado. Contato: [email protected]

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