Itália

CalcioCaos: processo criminal é adiado para março

O início do processo criminal sobre o CalcioCaos, escândalo de manipulação de resultados que explodiu em 2006 no futebol italiano, foi adiado para março por causa de problemas com a documentação. Um total de 24 envolvidos, incluindo o ex-diretor geral da Juventus, Luciano Moggi, e o presidente da Lazio, Claudio Lotito, irá a julgamento por causa da tentativa de obter favorecimentos na escala de arbitragem em partidas da Série A.

O escândalo provocou a perda dos títulos de 2005 e 2006 conquistados em campo pela Juventus, e o rebaixamento da equipe para a segunda divisão. Outros cinco times foram punidos com dedução de pontos. Moggi, apontado como pivô do esquema, foi suspenso do futebol por cinco anos, e atualmente não tem ligação formal com o clube de Turim. Recentemnte, ele recebeu uma pena condicional de 18 meses de prisão por seu papel em um caso de corrupção em transferências.

O processo criminal não tem ligação com o desportivo, já concluído. No entanto, há quem acredite que a Juventus possa se basear em um eventual resultado favorável para solicitar a revisão das penas – ou seja, a recuperação dos títulos cassados.

O julgamento deve ter testemunhas ilustres como Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália e dono do Milan, e os técnicos da seleção italiana, Marcello Lippi, e da inglesa, Fabio Capello. Espera-se que o processo dure cerca de um ano.

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