Itália

Borgonovo foi um herói fora de campo, mas é bom lembrar dentro

Nesta quinta morreu Stefano Borgonovo, vítima de ELA (esclerose lateral amiotrófica). A doença ainda tem causas desconhecidas, mas  leva à degeneração dos neurônios motores até atrofia dos músculos. Foi o mesmo mal que atingiu Washington (ex-atacante do Fluminense) e Nowak (ex-meia do Atlético Paranaense), levando o segundo à morte.

Borgonovo tinha 49 anos e sua luta contra a ELA ficou conhecida no meio do futebol. Até foi realizado, em 2008, um jogo entre Fiorentina e Milan para arrecadar recursos para a sua fundação. Mas o melhor jeito de homenageá-lo é relembrar de sua época de jogador. Atacante que surgiu no Milan, teve sua grande temporada em 1988/89, quando foi emprestado à Fiorentina e formou um ataque com Roberto Baggio e Enrico Cucchi (que também morreu prematuramente, aos 31 anos, de câncer). No meio-campo daquela equipe, o destaque era Dunga. No banco, o técnico era Sven-Goran Eriksson.

O grande jogo daquela Fiorentina foi contra a Internazionale, na última rodada do primeiro turno. Os nerazzurri de Trapattoni, Matthäus, Zenga e Brehme  lideravam o campeonato de forma invicta. Até irem a Florença. Em um jogo de três viradas, os violas venceram por 4 a 3, um gol de Cucchi, um de Baggio e dois de Borgonovo.

Aquela foi a grande temporada de Borgonovo. Fez 14 gols em 30 jogos na Serie A, que lhe valeram três oportunidades na seleção italiana. O Milan o pegou de volta na temporada seguinte, mas teve poucas chances disputando posição com Van Basten e Massaro e perdeu a chance de disputar a Copa do Mundo de 1990.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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