Itália

Balotelli: “Não consigo combater o racismo sozinho”

Um dia após ser alvo de ofensas racistas no amistoso entre Itália e Romênia, na cidade austríaca de Klagenfurt, o atacante Mario Balotelli lamentou o ocorrido e pediu ajuda para lidar com comportamentos deste tipo.

“Sozinho não posso fazer nada. Todos têm de fazer alguma coisa contra o racismo”, declarou Balotelli em entrevista por telefone à Sky. “Ontem à noite fiquei muito chateado, mas reitero que não sou eu quem pode mudar essas pessoas”.

O atacante, que atua pelo Manchester City, mas mantém uma residência em Brescia, na Itália, afirmou ter sofrido com a intolerância desde criança.

“Brescia agora é a minha cidade, onde vivo bem. Mas também é um lugar difícil. Quando eu era pequeno, muitas crianças me atacavam pela cor da minha pele”, disse o jogador, filho de imigrantes ganeses e adotado por uma família italiana.

“O que aconteceu foi racismo, mas também é a estupidez de poucas pessoas. Estou certo de que se encontrasse algum daqueles garotos, ele me pediria um autógrafo. Por isso prefiro ficar calado e não responder, desta vez”, prosseguiu.

“Abandonar o campo seria demais, por causa de uma dezena de estúpidos. Além disso era meu segundo jogo pela seleção”, argumentou Balotelli. “Nos estádios ingleses são mais esportivos, talvez por terem leis mais rígidas”.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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