Assessor de Kaká rebate dirigente do City

O meia Kaká, através de sua assessoria de imprensa, rebateu as declarações do diretor executivo do Manchester City, Garry Cook, sobre o fracasso nas negociações para a transferência do jogador do Milan. Cook afirmou nesta terça-feira que os representantes do brasileiro impuseram uma série de empecilhos para a transferência, e que as exigências financeiras do milanista foram um fator preponderante para que o negócio não se concretizasse.
“Ele (Cook) pouco entende como funciona a cabeça de um jogador de futebol, principalmente de um jogador como Kaká”, declarou o assessor Diogo Kotscho. “Se a questão fosse apenas dinheiro, por motivos óbvios e com valores amplamente divulgados pela imprensa, Kaká teria seguido para o Manchester City”.
“Como o sr. Cook deve saber, ou deveria, há coisas na vida maiores que o dinheiro, coisas que o dinheiro não compra. Coisas como a manifestação da torcida no último jogo (sábado, contra a Fiorentina) e ontem (segunda) durante todo o dia. Não foi dinheiro que fez Kaká ficar e não era dinheiro que o faria deixar o Milan. Sempre declaramos que não se tratava disso”, argumentou.
“Tentar agora, de maneira grosseira, colocar que os representantes do jogador só pensam em dinheiro, e que houve qualquer pressão política para que Kaká ficasse, apenas nos mostra que a decisão de ficar em Milão foi sem dúvida a mais acertada”, concluiu Kotscho.
Cook havia dito, ao justificar o fim das conversas com o Milan e com Kaká, que “claramente não era uma questão de projeto, era óbvio que era por dinheiro”. Segundo a imprensa europeia, o City chegou a oferecer mais que o dobro do salário de € 9 milhões por temporada que o brasileiro recebe atualmente no Milan.



