Itália

Ajax é uma das inspirações ao time que o Milan deseja montar, diz presidente do clube italiano

Atualizada às 13h02, 9 de maio: após os comentários de seu presidente, o Milan emitiu um comunicado dizendo que a primeira rodada de testes em seus jogadores e funcionários resultou em nenhum caso positivo de COVID-19.

Um time jovem e rápido, mais rápido do que se costuma ver na Itália, parecido com o Ajax, semifinalista da última Champions League. Essa é uma das missões que o presidente do Milan, Paolo Scaroni, entregou ao executivo Ivan Gazidis, um perfil que encaixa muito bem com o treinador no qual o clube estaria de olho para a próxima temporada, o alemão Ralf Rangnick – que confirmou haver interesse.

“Ele recebeu três tarefas: a primeira é construir um time jovem, com jogadores jovens que jogam um futebol rápido, mais rápido do que costumamos ver na Itália, mais como o modelo inglês ou o Ajax”, disse, em entrevista ao site de direito esportivo Olympialex.

“A segunda tem a ver com o novo estádio: o San Siro é um grande nome, mas totalmente obsoleto para o futebol. A terceira é patrocinadores. O Milan precisa deles. Os patrocinadores não chegam se não houver resultados e os resultados não chegam se sem patrocinadores”, completou Scaroni.

Scaroni afirmou que a “maioria dos erros do Milan ficou para trás”, como trocar de técnico no começo da temporada após o que classificou de “escolha não muito sortuda” por Marco Giampaolo, substituído por Stefano Pioli. Diz que, ao lado de Gazidis, está tentando colocar as bases para o renascimento do Milan e comparou administrar um clube com administrar a casa de óperas Scala, a mais famoso de Milão.

“Eu estive no conselho do Scala por nove anos: o mais difícil é gerir as prima donnas. Os jogadores são como os cantores”, disse. “Jogos são vencidos por jogadores e técnicos, troféus são vencidos por todo o clube, incluindo a administração. Você precisa de uma estrutura corporativa eficiente para vencer o Campeonato Italiano”.

O Milan fez um acordo com a Uefa para ser excluído da Liga Europa desta temporada, como punição por violações ao Fair Play Financeiro, cujas regras Scaroni espera que mudem. “Muitos torcedores não entendem o que significa administrar um clube com o FPF. Não queremos ser punidos novamente. Se puder criticá-lo, a situação ficou congelada. Se você é um clube que está vencendo, seu futuro é feito de vitórias e patrocinadores, e se não for, a estrada é muito longa. O FPF mudará, tudo está mudando”, opinou.

Com o futebol italiano preparando-se para retomar treinos, por enquanto ainda individuais, Scaroni admitiu que há outros jogadores do Milan infectados com coronavírus, além dos dois Maldinis, Paolo e Daniel, que estão “bem”, segundo o dirigente. Ele acredita que “não dá para ficar tudo parado” até a taxa de infecção chegar a zero.

“Podemos adotar a fórmula da Alemanha, que coloca os doentes em quarentena e os outros continuam. Milanello está aberto e já começamos a treinar novamente, mantendo a distância. Estamos tomando passos para recomeçar”, afirmou, em outra entrevista, ao War Room.

Ao Olympialex, completou: “Queremos terminar a temporada. É possível e viável. A decisão final não pertence à liga ou aos clubes, mas ao governo”.

A Itália é o terceiro país com mais casos confirmados no mundo, em 217 mil, e o terceiro em mortes (30.201), segundo a Universidade John Hopkins. Após quase dois meses de rígida quarentena, as regras começaram a ser relaxadas esta semana, mas ainda com a obrigação de manter distanciamento social.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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