Abete: 'Contrato será extinto, sem demissão'
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Roberto Donadoni não será demitido do cargo de treinador da seleção italiana. Giancarlo Abete, presidente da federação italiana (FIGC), preferiu usar um eufemismo, que na prática dará no mesmo: o contrato do técnico ‘será extinto’, caso assim avalie a entidade nos próximos dias.
“Caso a seleção não chegasse às semifinais e se não houvesse a vontade mútua de prolongar o contrato, ele seria extinto. Não devo proceder com qualquer demissão”, afirmou o dirigente, em entrevista coletiva nesta quarta-feira após uma reunião do conselho nacional do Coni (Comitê Olímpico Nacional Italiano).
Abete explicou todo o procedimento feito pela federação quanto à situação de Donadoni. “Eu me encontrei diante de um contrato por objetivos, pelo qual havia um prêmio relevante em caso de classificação para as semifinais, final ou título da Euro. A federação tinha a intenção de prosseguir com o assunto em toda a fase de classificação. Com a vaga obtida, iniciamos as discussões sobre o contrato, e a federação propôs uma renovação automática por dois anos caso a equipe chegasse à semifinal”, disse.
No entanto, o dirigente informou que o treinador compreendeu este plano de uma outra forma. “Donadoni interpretou como uma confiança limitada. Em seguida, haveria um outro acordo, com cláusula rescisória de € 900 mil. Antes da Euro, ele havia me pedido para voltar com a proposta original da federação, sem qualquer cláusula rescisória. Donadoni entendera que agi assim não por interesse próprio, mas de toda a federação. Não comunicamos que a cláusula rescisória estava eliminada pois isso traria uma interpretação negativa”, explicou.
O presidente da FIGC falou a respeito dos procedimentos a seguir. “Sem a classificação para as semifinais, o último acordo prevê um prazo de dez dias ao fim da Euro para confirmar o interesse de ambas as partes de continuar o contrato, ou então ele será extinto. Sublinho que não temos no bolso qualquer contrato com fulano ou sicrano. Se tivéssemos nos classificado, Donadoni renovaria automaticamente”, completou.
Nesta terça-feira, a rede britânica BBC informou que o técnico seria demitido, de acordo com informação recebida da federação italiana. No entanto, a FIGC desmentiu a informação. Caso Donadoni deixe mesmo o cargo, Marcello Lippi, técnico campeão mundial em 2006, torna-se o principal favorito para reassumir o cargo.