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A defesa, quem diria, é o calcanhar de Aquiles da Itália

A seleção italiana quase sempre fez sua fama por contar com defesas fortes. Nesta Copa das Confederações, contudo, é justamente na retaguarda que a Azzurra tem sua maior fraqueza. A derrota por 4 a 2 para o Brasil foi o fundo do poço para o time que tomou oito gols na primeira fase. É a pior marca na história dos italianos em competições internacionais – contando, além da Copas das Confederações, também Copas do Mundo e Eurocopas.

O fato de contar com a base da defesa da Juventus, atual bicampeã italiana, não é garantia de segurança para a Itália. Giorgio Chiellini e Andrea Barzagli fazem um torneio muito abaixo das expectativas e nem mesmo Gianluigi Buffon tem sido a muralha costumeira. Não à toa, vários tentos vieram em falhas, como no pênalti cometido na estreia contra o México, no jogo de corpo dado por Kagawa no primeiro tento do Japão ou no gol de Neymar neste sábado.

Não à toa, depois de dez partidas, a Itália apresenta alta média de 15,7 chutes sofridos por jogo, assim como números baixos em desarmes (17,3) e interceptações (11). Um número que também traduz a falta de proteção dada por meio-campistas, pelo excesso de jogadas no mano a mano nas quais a linha de zaga fica exposta. Desde 2012, os italianos sofreram 32 gols em 23 jogos, alta média de 1,39 tentos por jogo.

Prandelli tem mais cinco dias de trabalho para tentar encontrar uma solução para o problema. E é melhor correr contra o tempo. Afinal, a Espanha será a provável adversária da Azzurra nas semifinais. A mesma Fúria que, há um ano, no último encontro das duas seleções, deu show e goleou por 4 a 0 na decisão da Euro 2012.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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