Quarto acesso seguido? CEO revela plano do Wrexham na Championship
Time galês muda estratégias de recrutamento enquanto dá os primeiros passos na segunda divisão inglesa
O patamar do Wrexham mudou drasticamente desde que os atores de Hollywood Ryan Reynolds e Rob McElhenney compraram o clube em 2020. Neste período, conquistou três acessos seguidos e saiu da quinta divisão inglesa para a Championship. A maior estratégia agora é continuar entre as 44 principais equipes do Reino Unido.
A dupla de Hollywood implementou mudanças no astral, proporcionou mais visibilidade e atraiu boas oportunidades comerciais, mas procura não interferir muito em assuntos do campo. Isso fica a cargo do CEO Michael Williamson. “Eles sabem o que sabem e o que não sabem, e não têm medo de admitir”, disse o executivo ao “Telegraph”.
Reynolds e McElhenney almejam Premier League para Wrexham, mas CEO pede cautela

O diretor comentou o papel dos astros ao explicar no jornal as ambições do Wrexham nesta temporada. Ele traçou o plano focado em orçamentos e apresentou a Reynolds e McElhenney. Tudo passou pela aprovação dos donos.
Os atores ouviram com atenção e evidenciaram a mentalidade que elevou o clube no cenário britânico ao perguntar o que seria necessário para terminar entre os dois primeiros colocados e, assim, garantir o acesso direto à Premier League.
Williamson, por sua vez, procurou “manter os pés no chão”, e a decisão final foi de que a meta é ser competitivo e ver onde a equipe consegue chegar. A ambição inicialmente é garantir uma colocação de meio de tabela e talvez disputar o playoff por vaga na elite, reservado aos que ficam do terceiro ao sexto lugar.
— Se estivermos nos playoffs, acredito que temos uma boa chance de sermos promovidos por causa de quem somos e do nosso DNA, resiliência, e o que isso significa para a cidade e para o time — declarou o CEO.
Apesar disso, o Wrexham não enxerga como fracasso não conseguir chegar à Premier League na próxima temporada. O objetivo principal é não sair da Championship e essencialmente não sacrificar os valores de clube de comunidade no caminho.
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Mudanças no planejamento

A meta depende de alguns fatores para ser atingida, dentre eles, os jogadores à disposição do técnico Phil Parkinson. A saída mais significativa foi o empréstimo do centroavante Paul Mullin, uma das estrela do clube, ao Wigan.
Não tem ocorrido lucro com vendas porque as transferências de jogadores como Mark Howard, Bradley Foster, Josh Adam e Sam Dalby aconteceram a custo zero devido aos términos de contratos. Assim, cada movimento precisa ser muito bem calculado.
Danny Ward, goleiro de 32 anos, começou a trajetória no Wrexham e retorna ao time depois de passar parte da carreira na Inglaterra em equipes como Liverpool e Leicester. O experiente zagueiro Conor Coady (32) também estava nos Foxes e se une à lista de reforços.
Ward se transferiu de graça, enquanto Coady custou 2,3 milhões de euros.
A contratação mais cara foi Lewis O’Brien, meia ex-Nottingham Forest, cuja negociação ficou em cerca de 3,4 milhões de euros. Aos 26 anos, o jogador é um dos exemplos da mudança de estratégia do Wrexham.
O clube antes planejava um ciclo de cada vez ao invés de projetar muito a longo prazo. Agora, quer atrair jovens e construir um elenco mais promissor e sustentável.
Neste contexto, chegaram também Liberato Cacace (24), lateral-esquerdo que estava no Empoli, e George Thomason (24), meia ex-Bolton. É esperado ainda que o zagueiro Max Cleworth (23), revelado na base, conquiste mais tempo de jogo.
Muitas mudanças, mas algumas coisas permanecem iguais. Os responsáveis do “scout” e recrutamento identificam boas oportunidades de mercado, porém, a palavra final continua a ser de Parkinson. O clube acredita ser “impraticável” ter no plantel um atleta que o técnico não queria trabalhar.
A estreia do Wrexham na Championship foi com derrota para o Southampton de virada por 2 a 1, com os dois gols adversários após os 45 minutos da etapa final. O desafio a seguir será diante do West Brom no Racecourse Ground neste sábado (16), às 8h30 (de Brasília).



