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Wellington Paulista no West Ham: o fim da inesperada passagem

A janela de transferências de janeiro guardou um dos negócios mais inesperados dos últimos anos envolvendo jogadores brasileiros. Wellington Paulista foi anunciado como reforço do West Ham e teria seis meses de contrato para provar seu valor na Premier League. Uma história inacreditável que não terminou da melhor maneira para o atacante. Sem receber uma chance sequer no time principal dos Hammers, voltou ao Brasil e defenderá o Criciúma até o final do ano.

Logo em sua chegada, Wellington causou impacto por suas ambições em Upton Park: “Todo mundo foi muito gentil comigo desde que eu cheguei ao clube, nesta semana. Eu acho que eu posso fazer o meu melhor aqui e vim para a Inglaterra para provar a todos que eu sou um dos melhores atacantes do Brasil e para melhorar mais e mais”. Na bagagem, levava bons números com o Cruzeiro e com o Botafogo, o que dava algum alento aos Hammers.

Entretanto, a concorrência era dura para o brasileiro. Além de Carlton Cole, Modibo Maiga e Andy Carroll, o West Ham também havia trazido Marouane Chamakh na janela de meio de temporada. O técnico Sam Allardyce tinha cinco centroavantes à disposição e Wellington Paulista era o último da lista. Acabou relegado ao time reserva, disputando a Premier League Sub-21 para ganhar experiência.

E o início com os juniores foi excelente, marcando três gols nas primeiras quatro partidas. Porém, segundo a imprensa inglesa, quando foi chamado para passar um período de treinamentos em Dubai com o time principal, o atacante preferiu ficar em Londres e continuar seu desenvolvimento com os reservas. A oportunidade que parecia próxima não aconteceu e só em abril Wellington compôs o elenco profissional.

O atacante acabou convocado para duas partidas da Premier League: o empate contra o Southampton e a vitória sobre o Reading, na última rodada. Permaneceu no banco ao longo dos 180 minutos. Wellington Paulista volta ao Brasil com a Premier League no currículo, mas nenhum motivo para se orgulhar – em um negócio estranho, mas com um desfecho previsível.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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