Vitória do Manchester United foi sofrida, mas muito merecida pelo futebol do time
O roteiro parecia se repetir. O Manchester United fazia um bom jogo, criando chances, atacando, sendo melhor que o adversário, mas não vencia. Pior ainda, perdia o jogo. Eram 22 minutos do segundo tempo. Os torcedores em Old Trafford já pareciam ver o pior. Ao final do jogo, 2 a 1 para os Red Devils, corrigindo o que parecia ser uma injustiça. Como isso aconteceu? Claro que teve um pouco de sorte, mas teve principalmente um time que trabalhou pela vitória o tempo todo e acabou conseguindo marcar duas vezes nos últimos minutos.
LEIA TAMBÉM: O ano fantástico de Ibrahimovic e uma ótima entrevista
No primeiro tempo, que acabaria empatado por 0 a 0, o árbitro acabou anulando um gol perfeitamente legal de Ibrahimovic. Ele antecipou cruzamento e marcou um gol acrobático, típico do sueco. O juiz marcou falta e anulou. Injustamente. No segundo tempo, um lance em Martial foi muito reclamado – com razão – pelo United, por um pênalti não marcado que obrigou o jogador a ser atendido fora do campo. Parecia que tudo dava errado.
O gol de Grant Leadbitter tinha feito o Middlesbrough ficar em vantagem. E o técnico do time, Aitor Karanka, é um aprendiz de Mourinho que usa muito bem seus conhecimentos adquiridos na época de auxiliar para montar uma defesa forte e bastante sólida. Ou seja: ficar em desvantagem contra o Boro não é uma boa. E não foi mesmo. Mas o Manchester United mostrou uma força que os torcedores esperavam desde o início da temporada.
Foram chances criadas e perdidas. Mas aos 40 minutos, em um lançamento longo para o ataque, Ibrahimovic tocou de cabeça e ajeitou para Anthony Martial, que finalizou bem para empatar o jogo. A comemoração foi discreta, porque os jogadores sabiam que este não era um jogo que o time podia se permitir tropeçar. E tinham pouco mais de cinco minutos para tentar mudar isso.
Nem precisou de todo esse tempo. Um minuto depois, Juan Mata cruzou da direita para Paul Pogba marcar de cabeça e virar o jogo. Colocou justiça no placar, se é que existe isso de justiça no futebol. Afinal, não há injustiça se você não teve competência para marcar os gols. O que acontecia, porém, é que como em vários momentos da temporada, o United tinha um bom nível de jogo e não vencia. Conseguiu vencer.
Ibrahimovic não marcou e, portanto, não alcançou Messi na artilharia do ano de 2016. Não importa. O ano dele foi muito bom e as perspectivas também são ótimas. A parceria entre Ibra e Mourinho, mais uma vez, vai sendo muito bem sucedida, como já tinha acontecido no primeiro ano do treinador na Internazionale. O United chega à sua sexta vitória consecutiva, a quinta pela Premier League.
Em sexto lugar com 36 pontos, a distância para o Chelsea segue em 13. É muita coisa para ser tirada. Mas ao menos o time pode brigar pela vaga na Champions League, que é essencial. Esta diferença, atualmente, é de um ponto para o Arsenal, quarto colocado – os Gunners ainda jogam nesta rodada. Com o time jogando bem, como tem feito, é possível sonhar.



