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United viveu um Fergie Time às avessas para emendar mais uma vitória na Premier League

Não foi daquelas atuações que se espera do Manchester United. Os Red Devils estiveram longe de justificar os craques em campo na vitória por 2 a 1 sobre o Stoke City, em Old Trafford. Ainda assim, estão gratos pela forma como se safaram do empate nos acréscimos do segundo tempo. Em um “Fergie Time às avessas”, David De Gea e Ashley Young foram os heróis da noite. Uma vitória que reafirma a ascensão da equipe de Louis van Gaal e, com 12 pontos nas quatro últimas rodadas, a mantém na quarta posição da Premier League.

O personagem do primeiro tempo foi Marouane Fellaini. Em mais um jogo de reafirmação pelo clube, o meio-campista parecia encaminhar o United a um triunfo tranquilo. Aos 21 minutos do primeiro tempo, apareceu livre na área para completar de cabeça o cruzamento de Ander Herrera. A bizarrice, no entanto, aconteceria pouco depois. O belga deu um mau jeito no pescoço, em lance que acabou originando o gol de N’Zonzi, pouco antes do intervalo.

A retomada do United pareceu ao acaso. Juan Mata cobrou falta no capricho e, na confusão dentro da área, a bola entrou direto. Sem criar tantas oportunidades, os Red Devils precisaram se contentar com a diferença mínima. E segurar a pressão do Stoke nos minutos finais, com Peter Crouch e Marko Arnautovic reforçando o ataque dos alvirrubros. De Gea deu continuidade à excelente fase com duas defesas salvadoras, enquanto Ashley Young tirou uma bola em cima na linha no minuto final.

Ainda sofrendo com as lesões, o Manchester United começa a encontrar o seu rumo. Por mais que o time não jogue bem sempre, engatar a sequência é importante para se manter no Top Four – ou, quem sabe, sonhar em tirar a diferença de oito pontos para o Chelsea. Com a tabela prevendo jogos contra Southampton e Liverpool nas duas próximas rodadas, a sequência é fundamental para aumentar a confiança.

 Abaixo, o lance espetacular no final:

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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