Inglaterra

Efeito dominó? Por que o Tottenham pode ter debandada de patrocinadores no final da temporada

Queda esportiva, instabilidade e outros motivos ampliam a incerteza comercial no clube londrino

A temporada 2025/26 do Tottenham caminha para um desfecho turbulento — não apenas dentro de campo, mas também nos bastidores financeiros. A expectativa criada no início do ciclo, com a chegada de Thomas Frank após seu trabalho consistente no Brentford, rapidamente deu lugar a um cenário de frustração.

Eliminado precocemente das competições e afundado na parte baixa da Premier League, o clube londrino flerta com a zona de rebaixamento, ocupando o 16º lugar e mantendo pequena margem sobre o West Ham — time que abre o Z4.

A queda de rendimento precipitou mudanças drásticas. Frank foi demitido nos últimos dias e o comando técnico passou de forma interina (até o fim da temporada) a Igor Tudor, com a missão de evitar um desfecho ainda mais traumático.

Mas o impacto da crise ultrapassou o campo: segundo o jornalista Matt Law, do diário “The Telegraph”, um dos principais patrocinadores do Tottenham decidiu rescindir o contrato antes do prazo, temendo a desvalorização de exposição associada a um eventual rebaixamento à Championship.

Efeito dominó fora de campo no Tottenham

Time do Tottenham reunido no meio do campo
Time do Tottenham reunido no meio do campo (Foto: Imago)

A ruptura, que deverá ser formalizada ao fim da temporada, independentemente da divisão na qual o Tottenham terminar, abriu um precedente sensível. O “The Telegraph” aponta que outros parceiros comerciais já reavaliam seus vínculos com os Spurs, preocupados com a instabilidade esportiva e institucional.

Em mercados altamente dependentes de visibilidade global, a combinação de maus resultados e incerteza administrativa costuma corroer rapidamente o valor de marca de um clube. Com os Spurs, ao que tudo indica, não será diferente.

O pano de fundo dessa deterioração é um ciclo recente marcado por falta de continuidade. Em pouco tempo, o Tottenham acumulou trocas de treinadores, desempenho irregular e uma política de transferências considerada pouco ambiciosa. Soma-se a isso a saída do dirigente Daniel Levy, figura central na gestão moderna do clube, que aprofundou a percepção de vazio estratégico.

Com resultados frágeis, comando instável e dúvidas sobre o rumo institucional, o time londrino entra no último trecho de 2025/26 pressionado não somente pela tabela, mas pela própria sustentabilidade comercial.

A ameaça de debandada de patrocinadores, mais do que consequência financeira imediata, simboliza a erosão de confiança em um projeto que, há poucos meses, parecia promissor.

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A temporada do Tottenham até o momento

Como se não bastasse a péssima campanha na Premier League, na qual se encontra a beira da zona de rebaixamento e vê o risco de descenso crescer a cada rodada, o Tottenham também decepcionou seu torcedor em suas participações nos mata-matas nacionais.

Enquanto na Copa da Inglaterra, a equipe do norte de Londres acabou eliminada pelo Aston Villa ainda na terceira rodada, na Copa da Liga Inglesa o roteiro foi parecido: queda para o Newcastle nas oitavas de final.

O alento da temporada, por incrível que pareça, tem sido a Champions League. Com 17 pontos ganhos após oito rodadas — cinco vitórias, dois empates e uma derrota —, os Spurs terminaram a fase de liga do torneio continental na quarta colocação, garantindo vaga direta às oitavas de final.

Próximos jogos do Tottenham:

  • Tottenham x Arsenal — Premier League — 22/2
  • Fulham x Tottenham — Premier League — 1/3
  • Tottenham x Crystal Palace — Premier League — 5/3

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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