Situação em Angola divide treinadores da Premier League
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Os clubes da Premier League têm 31 jogadores participando da Copa Africana das Nações, que começa hoje em Angola, cercada de muita expectativa quanto à segurança, depois do ataque sofrido pela delegação de Togo na última sexta-feira.
Porém, a realização da competição, bem como a participação dos jogadores de seus clubes, não é uma unanimidade entre os treinadores da liga inglesa. De um lado, estão os que ainda defendem o cancelamento do torneio e o retorno imediato dos atletas, como Phil Brown, do Hull City; e Avram Grant, do Portsmouth.
Do outro lado, Arsene Wenger, do Arsenal; e David Moyes, do Everton, têm uma opinião semelhante: apesar de preocupados com a segurança de seus atletas, eles pensam que o torneio deva ser realizado.
“Todos estamos preocupados com o que está acontecendo em Angola, mas estamos tentando dar uma oportunidade a todos que disseram que a competição tem condições de ser realizada”, declarou Moyes, que tem os nigerianos Joseph Yobo e Yakubu Aiyegbeni servindo à sua seleção.
A federação inglesa emitiu nota dizendo que está em “contato permanente” com todos os clubes que têm jogadores participando da Copa Africana, bem como com a direção da Premier League, a associação dos treinadores da liga, Confederação Africana e Fifa.
“Todo o futebol inglês oferece nossas sinceras condolências para todos que estão ligados com a delegação de Togo. Estamos fazendo o que é possível para garantir a segurança e o bem-estar de todos os jogadores da Premier League que estão em Angola para a disputa da Copa Africana das Nações”, diz a nota.