Fragilidade das defesas deixa United e City sob alerta
Nas duas últimas temporadas, a Premier League teve seu topo dominado por Manchester. A cidade teve o campeão e o vice em 2011/12 e em 2012/13, com City e United revezando a taça. Porém, as sobras vistas nos últimos anos desapareceram. Tanto os Red Devils quanto os Citizens passaram por mudanças significativas nos últimos meses, com as chegadas de David Moyes e Manuel Pellegrini. E os reflexos disso são evidentes no início errante da dupla no Campeonato Inglês – o United, inclusive, tem sua pior arrancada no torneio desde 1989/90.
A rodada deste final de semana foi um pesadelo para a metade azul e também para a metade vermelha de Manchester. O United recebeu o West Bromwich em Old Trafford e o que era uma oportunidade de vitória se tornou um vexame. Derrota por 2 a 1 para os Baggies, com direito a um golaço de Morgan Amalfitano. Foi a primeira vitória do WBA no estádio desde 1978. Enquanto isso, o City fez seu papelão no Villa Park. Os visitantes estiveram duas vezes em vantagem, mas permitiram a virada do Aston Villa por 3 a 2, com dois gols sofridos em um intervalo de três minutos.
A situação do City, de início, é menos preocupante que a do United. São três tropeços em seis rodadas da Premier League, mas os celestes se mantêm na quinta colocação. Uma situação razoável que se deve muito a Yaya Touré, artilheiro do time na temporada com seis gols. Enquanto isso, o United amarga a 11ª posição na tabela, com apenas duas vitórias. E a dependência de Van Persie, ausente nos últimos jogos, certamente pesa nesses números.
Ainda assim, é possível encontrar um ponto em comum para explicar a inconsistência da dupla de Manchester: a fragilidade excessiva demonstrada por suas defesas. O City foi o time menos vazado da Premier League nas últimas três temporadas, enquanto a solidez das linhas de marcação foi uma das principais virtudes do último título do United. Agora, as preocupações imperam em Old Trafford e no Estádio Etihad.
As defesas dos gigantes só foram mais vazadas do que as das equipes que estão na zona de rebaixamento nesta Premier League. São sete gols sofridos pelo City, contra oito do United – que está com o saldo de gols zerado. E o fato é que, quando dão brechas, ambos costumam ter as redes balançadas pelos adversários, já que a média de chutes concedidos é relativamente baixa: 11,7 arremates por jogo contra os Red Devils e 9,2 ante os Citizens.
Os gols sofridos neste sábado ajudam a comprovar o problema. Morgan Amalfitano fez o que quis no primeiro gol do West Bromwich, enquanto Saido Berahino teve liberdade imensa para definir a vitória. Já no Villa Park, o maior vacilo acontece no tento da virada, quando a zaga deixou Andreas Weimann avançar com a maior liberdade depois do chutão do goleiro Brad Guzan – que ficou com a assistência.
Pelo poderio que têm, é natural que Manchester United e Manchester City concentrem seus esforços em montar ataques potentes para devastar os adversários mais fracos. Entretanto, se o sucesso recente existiu, foi graças aos méritos de quem trabalhou para manter as metas a salvo. Algo que Sir Alex Ferguson e Roberto Mancini tinham como trunfos, mas que Moyes e Pellegrini estão demorando a encontrar.




