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Shaqiri e Arnautovic fizeram o Stoke passar por cima do Manchester City sem dificuldades

O Stoke já mudou o seu estilo de jogo faz tempo, saindo dos arremessos laterais de Rory Delap comandado pelo técnico Tony Pulis para o toque de bola com qualidade técnica do time de Mark Hughes. Não é um timaço, embora tenha inspiração no estilo do Barcelona, mas tem seus momentos. Neste sábado, o time passou pelo Manchester City com autoridade e facilidade de uma forma que não parecia que do outro lado estava o líder do Campeonato Inglês. Era o time de Manuel Pellegrini, questionado treinador chileno. E os 2 a 0 do Stoke aumentarão os problemas.

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O dono do jogo foi Xherdan Shaqiri, meia suíço do Stoke. Os dois passes para gols foram dele, deixando Marko Arnautovic em excelentes condições para marcar os 2 a 0 do placar. E poderia ser mais. O meia deu mais um passe açucarado para o atacante austríaco, que chutou na trave, mesmo livre de marcação e frente a frente com o goleiro Joe Hart.

O jogo foi tranquilo para o Stoke. O Manchester City conseguiu fazer pouco na partida. A posse de bola ficou até mais com o Manchester City, mas a diferença foi sutil – 52,1% a 47,9%. Foram mais chutes do Manchester City, 11 a 7. A superioridade nos números, porém, não se refletiu em futebol jogado, no campo. O Stoke foi melhor e teve boas atuações em todos os setores do time. Incluindo Bojan, atacante que começou como titular e foi perigoso.

Os 27.264 torcedores presentes ao Estádio Britannia viram um Stoke que tocou muito a bola, sem ficar apelando para a bola aérea desnecessariamente. O time soube trabalhar as jogadas e isso tem a ver com o perfil do time, dos jogadores. Tem a ver com o trabalho do técnico Mark Hughes.

É verdade que o Manchester City não esteve nos seus melhores dias, não foi criativo, não soube fazer da sua posse de bola algo perigoso ao adversário. Mas é verdade também que o Stoke soube bem como trabalhar suas jogadas e aproveitou as chances que teve, que, aliás, foram mais claras que a dos adversários. O time pode não ter pretensões de brigar lá em cima, porque não tem condições para isso. Mas sonhar com uma vaga na Liga Europa não é nenhum absurdo.

Já para o Manchester City, a preocupação, como tem sido para a maioria dos times da ponta na Premier League, é o futebol jogado. Mais do que vencer ou perder, o time tem jogado pouco para quem quer, mais uma vez, levantar a taça. O time perder posições é até normal. O que não é muito animador para o torcedor é não ver melhoras. Ganhar ou perder faz parte, mas quem joga bem tende a ganhar mais. O próprio Manchester City já viu isso acontecer. Por isso também as especulações da contratação de Pep Guardiola para dirigir o time.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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