“Senhor FA Cup”, Giroud provou que merece seu lugar no ataque do Arsenal

O ótimo trabalho coletivo do Arsenal caracterizou a vitória por 2 a 0 sobre o Middlesbrough, neste domingo, que garantiu os Gunners nas quartas de final da Copa da Inglaterra. No entanto, isso não ofuscou o destaque individual de Olivier Giroud. O atacante marcou os dois gols da vitória dos londrinos e, em meio à forte concorrência do setor ofensivo, mostrou para Arsène Wenger por que merece fazer parte do time titular.
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Giroud não é brilhante tecnicamente, mas sua vocação para centroavante é inquestionável. Oportunista, bom pelo alto, forte no pivô e dono de uma finalização precisa, o francês necessita de poucas oportunidades para deixar o seu. No triunfo sobre o Boro, duas jogadas consecutivas terminaram em bola na rede graças ao camisa 12. Com os dois gols, chegou a sete em 11 jogos pela Copa da Inglaterra. Adicione à conta as quatro assistências que deu nessas partidas, e, em média, o atacante participou diretamente de um gol por jogo na competição, número impressionante e que prova seu fator de decisão em duelos de mata-mata.
Durante a ausência de Giroud por lesão em alguns momentos da temporada, Alexis Sánchez foi muito bem quando utilizado de forma mais avançada, mas o chileno é também muito útil aberto pelas pontas e não oferece como o centroavante as mesmas possibilidades que o companheiro.
Coisa rara nesta temporada, o departamento médico do Arsenal não contava com nenhum dos principais nomes de ataque em sua lista. Portanto, Wenger tinha à disposição várias opções – e escolheu por Giroud na frente, com Welbeck e Sánchez pelos flancos e Özil na armação. A presença de área que o francês traz ao time não pode ser comparada com a de qualquer outro jogador dos Gunners. Quando o camisa 12 está em campo, é como se o time se localizasse ofensivamente, formando um sistema funcional que não depende da individualidade e do brilho de um só jogador.
Mantendo a forma física e esse índice de participação no jogo ofensivo do Arsenal, é difícil imaginar Wenger abrindo mão de Giroud em sua escalação ideal. Desde que esteja bem municiado, o atacante francês muito provavelmente irá balançar as redes, e ele não precisa de muitas chances criadas para isso. Um ou outro passe acurado que ele receba em boa posição pode ser o bastante.



