Futebol inglês

Sem Reece James, Chelsea pode voltar o foco a 3 meio-campistas no mercado

Capitão passou por cirurgia no joelho e pode ficar cerca de três meses fora; setor já estava enxuto após saída de Enzo Fernández

A lesão de Reece James pode obrigar o Chelsea a antecipar uma correção que já estava sendo discutida para janeiro. O capitão passou por cirurgia no joelho e deve ficar cerca de três meses fora, justamente depois de ter sido utilizado por Xabi Alonso principalmente no meio-campo.

O problema não começa com James. O Chelsea vendeu Enzo Fernández ao Manchester City por 125 milhões de libras no fim da última janela e não trouxe um substituto direto. A ausência do argentino já havia levado o clube a planejar uma nova investida por um meio-campista em janeiro.

Com Moisés Caicedo recém-recuperado de uma lesão na panturrilha, Jordan Henderson aos 36 anos e Romeo Lavia convivendo com problemas físicos, a perda de James reduz ainda mais a margem de Xabi Alonso.

Por que o Chelsea pode ter sido o clube da Premier League mais beneficiado pela pausa internacional?

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Lamine Camara

Lamine Camara em ação pelo Monaco
Lamine Camara em ação pelo Monaco (Foto: Kevin Clement/Icon Sport)

Lamine Camara aparece como a opção mais natural porque o Chelsea esteve muito perto de contratá-lo no último mercado. Os Blues chegaram a um acordo de aproximadamente 47 milhões de libras com o Monaco, mas a operação desmoronou no fim da janela em meio aos desdobramentos do negócio fracassado por Folarin Balogun.

Aos 22 anos, Camara reúne energia, agressividade na recuperação e capacidade para carregar a bola em progressão. São características que poderiam complementar Caicedo sem obrigar o equatoriano a assumir sozinho grande parte do trabalho defensivo e de transição.

O problema é que o cenário ficou mais caro. O Monaco aumentou sua pedida por Camara depois do fracasso da negociação de agosto, enquanto Liverpool também acompanha o jogador.

Mesmo assim, é o caso que exigiria menos trabalho de convencimento: Chelsea e jogador já haviam avançado bastante nas conversas há poucos meses.

Alex Scott em jogo do Bournemouth
Alex Scott em jogo do Bournemouth. Foto: IMAGO / Sportimage

Alex Scott

Alex Scott representa uma alternativa diferente, principalmente pela adaptação imediata à Premier League. O meio-campista do Bournemouth se destaca pela mobilidade, intensidade na pressão e capacidade de conduzir a bola por zonas centrais. O Chelsea já tentou contratá-lo durante a janela passada, quando teve uma proposta de 64 milhões de libras recusada.

Aos 23 anos, Scott poderia cumprir diferentes funções no meio e exigiria pouco tempo de adaptação ao campeonato. A dificuldade volta a ser financeira. O Bournemouth não precisa vender, e o crescimento do jogador desde o início da temporada tende a elevar ainda mais o valor necessário para abrir uma negociação em janeiro.

Manu Koné em jogo da Roma
Manu Koné em jogo da Roma. Foto: IMAGO / Insidefoto

Manu Koné

Manu Koné completa a lista como o perfil de maior força física entre os três. O francês da Roma oferece pressão, recuperação de bola e capacidade para avançar com ela depois do desarme. Sua chegada daria a Xabi Alonso outra opção para dividir responsabilidades com Caicedo em jogos que exigem maior presença nos duelos.

Koné já esteve ligado ao Chelsea anteriormente e continua entre os nomes observados para o setor. Neste caso, porém, o principal obstáculo pode ser convencer a Roma a perder uma peça importante no meio da temporada. O francês valorizou-se com suas atuações na Itália, e uma negociação em janeiro exigiria provavelmente um investimento elevado.

A lesão de Reece James não significa que o Chelsea já tenha decidido contratar um meio-campista. Ela muda, porém, o grau de urgência de um problema que já existia. Sem Enzo Fernández, James havia se tornado parte da solução. Agora, com o capitão também fora por meses, o mercado de janeiro pode deixar de ser apenas uma oportunidade e virar uma necessidade.

Foto de Naim Beneddra

Naim BeneddraColaborador

Descobri o futebol de verdade nos anos 90, embalado pelas façanhas de Romário e Bebeto na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Desde então, o futebol nunca mais saiu do meu cotidiano. Com o tempo, consegui unir essa paixão a outra que sempre me acompanhou: a escrita. Transformar essas duas paixões em profissão é, sem dúvida, uma das maiores conquistas da minha vida.

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