Por que o Chelsea pode ter sido o clube da Premier League mais beneficiado pela pausa internacional?
Goleada sobre Bournemouth expõe ajustes táticos de Xabi Alonso, retorno de titulares e vantagem no período de treinos
A pausa de três semanas para os compromissos internacionais pode ter sido decisiva para o Chelsea encontrar respostas aos problemas apresentados no início da temporada. A goleada por 5 a 1 sobre o Bournemouth, no sábado (10), reforçou a impressão de que o período sem partidas oficiais chegou em boa hora para a equipe comandada por Xabi Alonso, que aproveitou o intervalo para corrigir falhas táticas, recuperar jogadores importantes e aprimorar alternativas ofensivas.
Antes da interrupção, o Chelsea enfrentava dificuldades para encontrar equilíbrio sob o comando do treinador espanhol. A mudança para um sistema com três zagueiros exigia ajustes, mas o time ainda demonstrava vulnerabilidades defensivas. Foram 12 gols sofridos nas primeiras rodadas, o maior número da Premier League naquele momento, enquanto o talento individual de Cole Palmer, Morgan Rogers e João Pedro ajudava a compensar as limitações coletivas.
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A derrota por 3 a 0 para o Brentford, na partida anterior à pausa, tornou ainda mais evidente a necessidade de mudanças. Diante desse cenário, Alonso teve tempo para reorganizar o funcionamento da equipe e testar soluções sem a pressão de uma sequência de jogos oficiais. O resultado apareceu contra o Bournemouth, em uma atuação que indicou avanços tanto na proteção defensiva quanto na construção das jogadas.
Chelsea aproveita período sem jogos para corrigir falhas e recuperar titulares
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Uma das principais mudanças esteve na organização tática. O Chelsea passou a defender em uma posição mais recuada, modificou a estrutura de pressão e alterou a maneira de iniciar as jogadas. As adaptações deram aos Blues uma aparência mais consistente, reduzindo a exposição defensiva que havia marcado os compromissos anteriores.
O intervalo também favoreceu o retorno de peças importantes. Moisés Caicedo, por exemplo, voltou a ter participação relevante após enfrentar problemas na panturrilha. Antes da partida contra o Bournemouth, o meio-campista equatoriano havia disputado somente 14 minutos como substituto desde a reincidência da lesão, sofrida durante uma breve aparição contra o Brighton.
A presença de Caicedo fez diferença pela capacidade de controlar a posse e recuperar a bola em momentos importantes. Depois da goleada, Alonso demonstrou alívio com o retorno do jogador e destacou como sua presença ajuda a dar mais organização ao time.
João Pedro também voltou a campo e teve atuação decisiva, com dois gols. O atacante, que soma cinco tentos e três assistências na Premier League, alcançou oito participações diretas em gols na temporada. Outros jogadores que estavam em processo de recuperação, como Marco Palestra e Emmanuel Emegha, também apareceram entre os relacionados para o banco de reservas.
Cole Palmer foi outro beneficiado pelo período. Liberado da seleção inglesa, o atacante conseguiu se concentrar na recuperação física e cumpriu um programa individual de reabilitação. Mesmo sem participar dos compromissos internacionais, ele esteve disponível para atuar durante os 90 minutos contra o Bournemouth e mostrou estar em melhores condições.
E a preparação não se limitou aos titulares. Cerca de 16 jogadores do elenco principal, acompanhados por jovens das categorias de base, participaram de treinamentos durante a pausa. O Chelsea também disputou um amistoso fechado contra o Portsmouth, da Championship, e perdeu por 2 a 0.
Segundo a “BBC”, internamente o resultado teve importância secundária, já que a partida serviu para dar minutos a atletas que voltavam de lesão, testar alternativas e realizar exercícios táticos.
Menos desfalques e novas alternativas aumentam vantagem sobre rivais
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O Chelsea também teve uma vantagem numérica em relação a outros candidatos às primeiras posições. Apenas dez jogadores do elenco foram convocados para suas seleções, enquanto Manchester City e Arsenal cederam 18 e 17 atletas, respectivamente. Com mais integrantes disponíveis, Alonso conseguiu trabalhar com um grupo maior e dedicar atenção especial às necessidades da equipe.
A diferença não significa que todos os jogadores tenham se beneficiado da mesma maneira. Alguns convocados do Chelsea, como Valentín Barco, Estêvão Willian, Jorrel Hato e Geovany Quenda, ganharam minutos de jogo por seus países. Por outro lado, Jamie Gittens retornou com uma lesão no tornozelo que deve afastá-lo dos gramados por várias semanas.
Ainda assim, os problemas enfrentados pelos concorrentes foram mais significativos. O Arsenal perdeu Christos Tzolis, enquanto o Manchester United passou a lidar com as ausências de Noussair Mazraoui e Patrick Dorgu. No Liverpool, Cody Gakpo, Alexander Isak e Dominik Szoboszlai também se tornaram preocupações para a sequência da temporada.
Além da recuperação física e dos ajustes defensivos, Alonso usou o período para estudar partidas anteriores e preparar a equipe para os próximos adversários. O trabalho incluiu mudanças nas jogadas de bola parada, uma área que ganhou atenção com a chegada de Austin MacPhee, novo responsável por esse fundamento.
O quinto gol contra o Bournemouth ilustrou a proposta. Em uma cobrança ensaiada de falta, Palmer se posicionou como se fosse finalizar, mas Jordan Henderson assumiu a batida e colocou a bola no ângulo. A jogada mostrou uma alternativa trabalhada para tornar o ataque menos previsível e ampliar as possibilidades de criação.
A iniciativa faz parte do esforço para melhorar o desempenho ofensivo dos Blues, que terminaram a temporada anterior na décima posição da Premier League. Embora uma única vitória não seja suficiente para confirmar uma mudança definitiva de patamar, o desempenho diante do Bournemouth ofereceu sinais concretos de evolução.