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Sem grande futebol e com algum sofrimento, vitória do Man United contra Boro foi crucial

A temporada do Manchester United tem, neste momento, um objetivo claro: chegar entre os quatro primeiros colocados e classificar-se à Champions League. O time não pode ficar sem ir a mais uma edição da competição de mais prestígio do continente, não só pelo clube ser do tamanho que é, mas especialmente pelo investimento que faz. Pensando nisso, a vitória sobre o Middlesbrough por 3 a 1 foi muito importante. Mesmo sem um grande futebol.

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O time do Middlesbrough complica os jogos tentando travar, na marcação, o máximo que pode. Não tem dado muito certo – o time está na zona do rebaixamento – e a demissão de Aitor Karanka nesta semana não mudou muito o estilo da equipe, comandada interinamente por Steve Agnew.

Mourinho tinha desfalques para a partida. Zlatan Ibrahimovic estava suspenso, Rooney machucado, Ander Herrera também suspenso, Paul Pogba machucado, assim como Daley Blind.

Diante de um Riverside Stadium cheio, com 32.689 pessoas, o time da casa curiosamente terminou com mais posse de bola que o adversário. Sim, o Manchester United de José Mourinho deu a bola ao Middlesbrough, especialmente no segundo tempo, apostando em contra-ataques para vencer.

O primeiro gol do jogo só saiu aos 30 minutos do primeiro tempo, em um lance típico de Marouane Fellaini. Cruzamento de Ashley Young, escalado como lateral esquerdo, na cabeça do belga na segunda trave. Gol de cabeça. Aliás, a atuação de Young nesta posição foi ótima, sendo um dos jogadores a se destacar no time ao longo do jogo.

O segundo gol veio na segunda etapa, em um chute lindo de Jesse Lingard de fora da área, aos 17 minutos. Foi esse gol que determinou a postura dos dois times dali em diante. O Middlesbrough pressionou e levou o United a erros defensivos. Quem mais errou foi Chris Smalling, que errou em uma bola que sobrou dentro da área e deixou para Rudy Gestede diminuir o placar aos 32 minutos. Tudo indicava um final de jogo sufocante com o time da casa pressionando.

Seria isso mesmo, com muitas bolas na área, sem lá tanta criatividade, mas muita entrega. Mas aí, aos 47 minutos da etapa final, veio um erro crucial do goleiro Victor Valdés, que trabalhou muito bem no primeiro tempo evitando gols dos visitantes. Desta vez, em uma bola recuada, o goleiro escorregou e a bola sobrou limpa para Antonio Valencia marcar.

O futebol apresentado nem foi grande coisa. Em muitos jogos desta temporada o Manchester United controlou o adversário no campo de ataque, com muito mais posse de bola e muitos chutes a gol. Desta vez, foi mais pragmático para arrancar os três pontos e seguir na disputa. Com tantos desfalques, Mourinho quis garantir melhor o resultado, mais do que se arriscar a sofrer mais um empate.

A vitória foi crucial porque o time ultrapassa o Arsenal na classificação. Agora, o United tem 52 pontos, dois a mais que os Gunners, derrotados no sábado diante do West Brom. Em quinto lugar, o United passa a mirar o Liverpool, que tem 55 (antes de jogar nesta rodada). São três pontos para a quarta posição, que já será suficiente para que o time se sinta satisfeito com o desempenho nesta temporada. Ainda há a Liga Europa como uma possibilidade de título. Em uma temporada de tantos altos e baixos, conseguir isso já seria excelente.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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