Rose no Newcastle representa uma boa oportunidade tanto para o jogador quanto para o clube
A maratona de jogos do fim de ano causou muitas lesões na Premier League, e o Newcastle foi um dos times mais afetados, chegando a ter quatro jogadores machucados no mesmo jogo. Os problemas não pararam e, para o azar de Steve Bruce, seus dois laterais esquerdos Jetro Willems e Paul Dummett foram confinados ao departamento médico até o fim da temporada. No mercado de janeiro, buscou uma solução de emergência e dificilmente poderia ter encontrado opção melhor do que Danny Rose.
O experiente lateral esquerdo de 29 anos foi emprestado pelo Tottenham até o fim da temporada e, segundo o Guardian, o contrato contém uma cláusula de opção de compra, caso o Newcastle queira tornar o negócio definitivo.
Rose foi colocado no mercado no começo da temporada. Chegou a ser excluído da viagem de pré-temporada à Ásia, mas não houve forte interesse em seus serviços e, em novembro, deu entrevista que planejava cumprir seu contrato com os Spurs até o fim, em junho de 2021.
“É bem óbvio o que aconteceu. As pessoas do andar de cima do Tottenham estavam tentando fazer o que estavam tentando fazer. Eu disse que (a eles) que tenho 18 meses no meu contrato e não vou a lugar algum até que o meu contrato termine”, afirmou. “Em janeiro, vocês provavelmente ouvirão algo. Estou dizendo agora que não vou a lugar algum até que meu contrato termine. Daniel Levy (presidente dos Spurs) me disse durante o verão que não haveria um novo contrato para mim no Tottenham, o que está tudo bem. Eu respeito isso. Vamos em frente. Meu contrato termina em 18 anos e então eu deixarei o clube”.
O que mudou? Na mesma entrevista, Rose afirmou que tinha sorte de contar com um treinador “que, desde o primeiro dia, me apoiou, independentemente de qualquer coisa, do que aparecia na imprensa sobre eu ser vendido ou fazer parte dos seus planos”, referindo-se a Mauricio Pochettino. “Quando o treinador parar de me chamar em seu escritório, parar de me dar conselhos, é quando eu pensarei que é hora de deixar o Tottenham”, disse.
Com Pochettino, Rose foi titular em nove das primeiras 12 rodadas da Premier League, mas, desde a chegada de Mourinho, participou de apenas três jogos do Campeonato Inglês, somente um como titular. Atuou mais duas vezes com o português pela Champions League e não entrou em campo nem nas copas inglesas, quando os clubes grandes dão ritmo de jogo para seus reservas.
Com a Eurocopa de 2020 se aproximando, Rose provavelmente teve que mudar os seus planos porque precisa de tempo de jogo para se manter no radar do técnico Gareth Southgate. Ano passado, continuou sendo sempre convocado, mas revezou a titularidade com Ben Chillwell, do Leicester.
“Na hora eu liguei para meu agente e disse: ‘eu quero ir, você consegue fazer com que a transferência aconteça?’. O Newcastle é um dos maiores clubes da Inglaterra. Eu conversei com o treinador na noite passado e ele me disse que havia 50.000 torcedores aqui no fim de semana contra o Oxford. Não dá para errar quando há esse tipo de paixão e apoio dos torcedores, e é algo para o qual estou ansioso”, disse Rose, que jogou na região pelo Sunderland, em 2012/13, emprestado pelo Tottenham.
O casamento de ocasião parece perfeito. O Newcastle recebeu um lateral esquerdo muito experiente para suprir sua necessidade imediata, e Rose tem uma boa plataforma para se manter ativo antes da Eurocopa. O sucesso desses próximos meses será importante para determinar quanto tempo a nova parceria durará.



