Rooney no banco da seleção inglesa era só questão de tempo
Má fase, críticas e um peso carregado nas costas. Wayne Rooney foi deixado fora do time titular da Inglaterra, algo que não é comum. Jogando pela seleção inglesa desde 2003, o jogador se tornou um símbolo do time e, após a Copa do Mundo de 2014, com a aposentadoria de Frank Lampard e Steven Gerrard da seleção, assumiu a braçadeira de capitão que estava com este último. O problema é que o rendimento em campo cada vez justifica menos a sua presença no time. Depois de perder a posição no Manchester United, foi a vez de ir para o banco também na seleção inglesa, desta vez pensando no jogo desta terça-feira contra a Eslovênia.
LEIA TAMBÉM: Podcast #100: Cem vezes Trivela
“Meu jogo agora? É claro, eu não estou negando que é um período difícil. Eu estive no banco nos últimos jogos pelo Manchester United, isso é parte do futebol”, afirmou Rooney. “Eu tenho que trabalhar duro e quando eu for solicitado tanto pelo clube quanto pela seleção, eu garanta que esteja pronto”.
O técnico interino da seleção inglesa, Gareth Southgate, escolheu o volante Eric Dier para substituir Rooney entre os titulares. “Nós observamos a forma como a Eslovênia joga e eu sabia na minha mente o perfil de meio-campo que eu precisava colocar em campo neste jogo. Não é, de forma alguma, um reflexo do desempenho de Rooney no sábado”, disse o treinador.
Rooney, de 30 anos, já afirmou que pretende se aposentar da seleção após a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Perguntado se ficou surpreso por deixar o time, ele negou. “Não, acho que isso é futebol. Eu joguei 13 anos sem parar pela Inglaterra e dei tudo. Chega um tempo quando você não é mais o primeiro nome na escalação, o que eu fui no passado”, afirmou o jogador.
O capitão do time contra a Eslovênia será Jordan Henderson, que também assumiu a braçadeira pelo Liverpool após a saída de Steven Gerrard. “Eu acho que Jordan é um líder fantástico”, disse ainda Rooney. “Ele teve um trabalho difícil em substituir Steven Gerrard como capitão e cresceu na posição”, elogiou o camisa 10 inglês. “Ele tem grandes qualidades de liderança e merece sua chance. Será um momento incrivelmente orgulhoso para ele e sua família”, completou.
Um dos problemas é que Rooney parece ter ficado sem posição. No começo da sua carreira pela Inglaterra, ele atuava como um centroavante, o homem mais avançado no ataque. Chegou a atuar assim recentemente quando o Manchester United não encontrou em Falcão o camisa 9 que procurava. Desde os tempos de Alex Ferguson, ele é deslocado para jogar no meio-campo, seja como um meia atrás do atacante, seja como um meia central, recompondo a marcação.
Rooney não tem rendido nem como um meia, nem como atacante. Perguntado se ter uma posição definida ajudaria, o jogador não titubeou em afirmar que sim. “Sim, ajudaria, claro. Mas é decisão dos técnicos onde eles querem que eu jogue”, disse. “Eu não sou inocente para pensar que eu ainda tenho 20 anos e posso fazer o que eu fazia quando tinha 20 anos”.
“Eu tenho 30 anos de idade. Eu não tenho 35 ou 36 quando você está pensando ‘você pode se recuperar?’ Eu me sinto bem”, continuou. “Ryan Giggs aos 30 não era o memso jogador que era aos 18 e ele ainda jogou até os 40. Jogadores reavaliam seu trabalho da melhor forma para seguir adiante. Eu tenho certeza que isso irá acontecer comigo”, analisou.
Sem Rooney, será que a Inglaterra rende mais? O Manchester United rendeu. O que não quer dizer que ele não possa ser útil. Talvez sua saída sirva para descobrir onde rende melhor.



