Inglaterra

Rooney: “Meu maior erro foi pedir para deixar o Man Utd”

O atacante Wayne Rooney afirmou que o maior erro da sua carreira foi entrar com o pedido de transferência para deixar o Manchester United, em 2010, quando vivia uma má fase técnica. O jogador acabou mudando de ideia, voltou ao time e conseguiu fazer uma grande campanha na segunda metade da Premier League daquela temporada.

Na época, em setembro de 2010, o jogador divulgou um comunicado manifestando sua insatisfação e questionando a capacidade do Manchester United atrair jogadores de alto nível. O jogador queria sair porque o clube não atendia às suas ambições. O comunicado causou um choque no United e deixou os rivais atentos ao craque, que chegou a ser especulado no Chelsea e no Manchester City.

Dois dias depois do comunicado, porém, o jogador voltou atrás e, surpreendendo a todos, assinou um novo contrato com o United por mais cinco anos. Na sua biografia, que está sendo divulgada em capítulos pelo jornal Daily Mirror, o jogador conta que esse foi o seu maior erro na carreira.

“Em setembro de 2010, meu tornozelo me deixou fora do time. Eu fiquei frustrado comigo mesmo, meu futebol, minha lesão e tudo ao meu redor. Eu fiquei preso em um ciclo de má fase e não conseguia sair disso. E foi quando eu cometi o maior erro da minha carreira no futebol”, explica o jogador no livro.

“Em outubro, eu divulguei um comunicado que tornava público meu questionamento sobre minha felicidade no Old Trafford. Eu poderia estar melhor em outro lugar? Todos fizeram um alvoroço. Houve discussões dentro do United para resolver a questão, as pessoas fora do United falavam suas opiniões, mas a questão é: ninguém sabia realmente o que estava acontecendo na minha vida”, conta o jogador.

“Nenhum deles entendia onde estava a minha carreira. Eles não sabiam onde estava a minha cabeça. A única pessoa que realmente sabia o que estava acontecendo era eu, mas mesmo eu não estava certo sobre o que eu queria”, explicou ainda o jogador.

Rooney contou que foi o técnico Alex Ferguson que conversou com ele. “O técnico então veio falar comigo. ‘Às vezes você olha no campo e vê uma vaca e acha que é uma vaca melhor do que a que você tem no seu campo. E nunca funciona realmente desse jeito’. Ele estava dizendo que a grama não está sempre mais verde e ele está certo. Eu gosto do meu campo. Eu estava errado. United queria o mesmo que eu: títulos, sucesso, ser o melhor”, disse.

O jogador voltou ao time no dia 20 de novembro, depois de mais de um mês afastado por lesão. A partir de então, virou a peça principal da temporada do time, fazendo dez assistências (terminou com 13 no total) e marcando 14 gols. O United acabaria campeão da Premier League e vice-campeão da Liga dos Campeões, perdendo a final para o Barcelona.

Rooney meio-campista?

Ainda no seu livro, Rooney fala sobre a possibilidade de jogar no meio-campo algumas vezes. Na última temporada, o jogador atuou algumas vezes no setor, surpreendendo, já que sua posição sempre foi de atacante. “Eu fiz minha parte ao jogar como meio-campista central quando o time teve muitas lesões na última temporada”, conta Rooney. “O técnico acha que eu posso fazer essa função e, com jogadores como Tom Cleverley, Anderson, Michael Carrick e Darren Fletcher todos machucados, ele me pediu para ajudar”, explicou.

“Quando eu atuo como meia central, criador de jogadas, eu adoro. Eu pego mais na bola, eu estou muito mais envolvido e, depois de um jogo, eu pensei até mesmo em jogar ali permanentemente, mas apenas mais para frente na minha carreira”, descreve o jogador. “Por quê? Bem, no meio-campo eu não tenho que estar tão forte como quando atuo como atacante. Quando eu sentir que eu não tenho mais a força necessária para me livrar dos defensores, eu provavelmente jogarei mais recuado no meio-campo por algumas temporadas, assim posso continuar sendo importante no jogo”, escreveu Rooney. “Em meu coração, eu prefiro jogar mais à frente, porque eu ainda posso causar muito estrago, mas os sacrifícios não me incomodam”, disse.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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