‘Assim não chego aos 32 anos’: O desabafo de Rodri contra o calendário cada vez mais intenso
Jogador do City e da seleção espanhola falou sobre desgaste físico e mental dos atletas no futebol europeu
Rodri Hernández, uma das peças-chave do elenco do Manchester City, passa por um momento delicado na carreira e convive com uma sequência de problemas físicos que é um exemplo da necessidade que existe de debater o alerta sobre o desgaste no futebol de elite.
Em 2024, o volante sofreu uma grave lesão no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho, ficando afastado dos gramados por cerca de oito meses. Além da contusão mais séria, outras questões musculares e incômodos menores também impactaram seu rendimento no seu retorno aos gramados e o obrigaram a reduzir o ritmo ao longo da temporada.
A lesão aconteceu justamente em um dos períodos mais marcantes da trajetória do espanhol. Pouco antes, Rodri havia sido eleito o melhor jogador do mundo pela revista France Football, conquistando assim a Bola de Ouro, prêmio que coroou uma fase brilhante no clube inglês e na seleção da Espanha. No entanto, o reconhecimento individual veio acompanhado de um alto preço físico e mental.
Em entrevista ao programa “Premier Corner”, da “DAZN”, o meio-campista comentou sobre a sobrecarga enfrentada pelos jogadores e fez um desabafo.
— Ou paramos ou não chego aos 32 anos — afirmou Rodri, que atualmente está com 29 anos..
A declaração evidencia uma preocupação cada vez mais frequente entre atletas de alto nível: o excesso de partidas, viagens constantes, pouco tempo de recuperação e calendários cada vez mais apertados.
Nas últimas temporadas, houve muitas equipes que disputaram competições nacionais, continentais, supercopas, amistosos internacionais e torneios de seleções, o que aumenta significativamente o desgaste físico. O Mundial de Clubes, disputados nos EUA no ano passado, foi um torneio amplamente criticado pelo impacto que teria no calendário dos grandes times do mundo.
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Rodri explica como lida com a situação
Rodri explicou que tenta lidar com a situação de forma inteligente e respeitando os sinais do próprio corpo. Segundo ele, saber dosar a intensidade é fundamental para prolongar a carreira.
— É preciso saber controlar o ritmo, porque o corpo tem seus limites e todos nós temos um prazo de validade — declarou o atleta dos Citizens.
O volante também relembrou o período após a conquista da Champions League de 2022/23, quando o Manchester City completou uma temporada histórica. De acordo com o jogador, o acúmulo de campanhas longas em alto nível provocou uma exaustão profunda.
— Quando terminou aquela Champions League que ganhamos, eu estava incrivelmente cansado por ter chegado às fases finais de tudo durante cinco ou seis anos consecutivos. Mais do que fisicamente, era mentalmente que eu não sabia como encarar os anos seguintes — revelou.
Rodri ainda comentou sobre os momentos anteriores à grave lesão sofrida em 2024 e afirmou que utilizou o período de recuperação para reorganizar prioridades e recarregar as energias. O atleta destacou a importância de não acelerar processos apenas para voltar rapidamente aos gramados.
— Cheguei ao meu auge, quase alcancei meu potencial máximo, e foi um momento que usei para recuperar forças — disse.
Agora, totalmente focado no retorno em alto nível, Rodri trabalha para estar em plenas condições físicas em um City que briga por mais um título da Premier League na disputa da Copa do Mundo de 2026. Peça fundamental da seleção espanhola, o jogador deve estar entre os convocados do técnico Luis de la Fuente e será uma das esperanças para os espanhois irem em busca do segundo título mundial de sua história.
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