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Qual a melhor maneira de acabar com uma seca de gols? Para Rooney, com três deles

Do time titular do Manchester United para este início de temporada, Rooney era aquele cuja presença vinha sendo mais questionada. A dificuldade de aparecer como o cara que decidia partidas em que o coletivo não funcionava e a incrível capacidade de destoar dos outros quando tudo dava certo colocaram pressão sobre Van Gaal para que tirasse seu capitão da equipe. Os mais de 800 minutos de bola rolando sem balançar as redes também, claro. E tem jeito melhor de dar fim a uma seca de gols do que anotando três deles, sedimentando a classificação da sua equipe para a fase de grupos da Champions League? Foi isso que o camisa 10 fez, na vitória por 4 a 0 do Manchester United sobre o Brugge, na Bélgica.

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A atuação de Rooney não foi espetacular como um hat-trick pode sugerir. Uma série de fatores contribuíram para os três gols do atacante. A zaga do Brugge foi praticamente inexistente e o setor de criação do United funcionou muito bem. Assim como o talento individual dos responsáveis por essa criação, como no gol que abriu o placar. Memphis Depay atraiu a marcação e se livrou dela, deixando o inglês na cara do gol. No segundo, a troca de passes rápidas passou pelo holandês e por Herrera, e Rooney teve apenas o trabalho de empurrar a bola para a rede. No terceiro, o responsável por facilitar tudo para o capitão foi Mata, que, como Depay, driblou como quis e enfiou uma bola precisa para o atacante.

Tudo isso explica tecnicamente como o camisa 10 chegou aos três gols, mas pouco importa se o objeto de análise é o alívio que o hat-trick deve garantir a Rooney. Quando abriu o placar nesta quarta-feira, o inglês havia completado 878 minutos sem marcar. Número muito grande para qualquer atacante, mas enorme para o dono da faixa de capitão e do maior salário de um elenco que parece precisar de um outro atacante de ponta, embora publicamente Van Gaal diga o contrário.

Apenas as próximas semanas dirão se os três gols de hoje foram o estopim de um momento de guinada para Rooney. Mas, por agora, devem bastar para amenizar as críticas e reforçar o discurso do chefe de que o time já tem aquilo de que precisa para fazer os gols. Sem a necessidade de decidir tudo sozinho, já que hoje o United conta com uma boa variedade de atletas capazes de definir um resultado com uma jogada individual, talvez o camisa 10 só precisasse de uma renovada de ânimos daquelas que só um hat-trick é capaz.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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