Inglaterra

Primeiro ministro do Reino Unido pede que torcedores do Chelsea parem de gritar o nome de Abramovich

Torcedores do Chelsea mais uma vez cantaram o nome do seu ex-dono na vitória por 1 a 0 sobre o Newcastle no último domingo

O primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pediu por meio de seu porta-voz que os torcedores do Chelsea parem de gritar o nome de Roman Abramovich, como fizeram no último domingo na vitória por 1 a 0 sobre o Newcastle, e afirmou que o Governo está aberto à venda do clube, mas ainda não houve uma requisição com esse propósito.

Considerado pelo Reino Unido um “oligarca pró-Kremlin”, que teria fornecido aço para tanques do exército russo, Abramovich teve seus ativos congelados semana passada em meio às sanções aplicadas pelo governo liderado por Johnson, do Partido Conservador. O Chelsea recebeu uma licença especial para continuar disputando suas partidas, mas cheia de restrições com o objetivo de impedir que Abramovich enriqueça por meio do clube.

Torcedores do Chelsea haviam gritado o nome do russo que comprou o clube em 2003 e o transformou em uma das grandes potências da Europa durante um minuto de aplauso em solidariedade à Ucrânia na goleada sobre o Burnley, uma semana atrás, atitude reprovada pelo técnico dos Blues, Thomas Tuchel.

Agora foi um porta-voz de Johnson que pediu um pouco de bom senso: “Reconhecemos a força do sentimento em torno dos clubes das pessoas, mas isso não desculpa comportamento que é completamente inadequado neste momento. Acho que as pessoas podem demonstrar paixão e apoio pelo clube delas sem recorrer a esse tipo de coisa”.

O processo de venda do Chelsea, iniciado por Abramovich antes mesmo das sanções, foi paralisado em um primeiro momento, mas segue em frente por meio da empresa norte-americana Raine Group. Segundo a BBC, o prazo para as propostas foi estendido para 18 de março e há mais de 20 interessados com credibilidade.

O Governo emitiu uma licença especial para que o Chelsea continuasse funcionando, apesar das sanções, e terá que emitir outra para o processo de venda, o que não deve ser um problema, após um acordo de que os fundos serão destinados a uma instituição de caridade ou a uma conta congelada, segundo a BBC.

“Estamos abertos à venda do clube. Vamos considerar um pedido por licença para permitir que isso aconteça diante das circunstâncias certas. Mas é o Chelsea quem determina o processo exato. Meu entendimento é que potenciais compradores abordarão o clube, que então entraria com um pedido por uma outra licença para facilitar a venda. Até onde sei, isso ainda não aconteceu”, disse o porta-voz.

Enquanto isso, o Chelsea tenta resolver questões mais práticas. Pelas sanções, está proibido de vender novos ingressos para as suas próximas partidas (uma das restrições para impedir que Abramovich gere dinheiro com o clube). Apenas detentores de carnê de temporada têm acesso aos jogos. Isso é um problema menor na Premier League, na qual esse tipo de ingresso é amplamente vendido antes da temporada começar.

Mas e em competições como a Copa da Inglaterra e a Champions League, nas quais o clube segue vivo? “Estamos pressionando o governo para permitir que nossos torcedores tenham acesso aos ingressos. Reuniões estão sendo realizadas diariamente em busca de uma solução. Além disso, a Premier League e a Federação Inglesa também estão discutindo com o Governo questões de integridade esportiva se eles não permitirem que os torcedores compareçam”, disse os Blues, em um comunicado em seu site oficial.

“Estamos cientes do alto nível de frustração dos nossos torcedores em relação a este problema e estamos fazendo tudo que podemos para resolvê-lo assim que possível”, encerrou.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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