Premier League

White Hart Lane teve a despedida que um estádio lendário merece: festa e vitória

“Se você estiver no gramado do White Hart Lane, por favor, retorne ao seus assentos”, escreveu o Twitter do Tottenham, aproximadamente cinco minutos depois do fim da vitória por 2 a 1 sobre o Manchester United, neste domingo, no último jogo dos Spurs em seu lendário estádio. A inocência da pessoa operando a conta da rede social chega a dar dó: primeiro, por achar que alguém checaria o Twitter naquele momento; segundo, por achar que aqueles torcedores estavam com qualquer vontade de deixar aquele solo sagrado em um dia tão especial.

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A invasão de campo, tradicional em ocasiões festivas na Inglaterra, como os acessos das divisões inferiores, foi justificada. O White Hart Lane, como os torcedores do Tottenham o conhecem, será demolido para dar lugar a um novo e moderno estádio. E a última tarde foi quase perfeita: vitória sobre o maior campeão da Inglaterra para coroar a melhor campanha desde 1962/63, quando os Spurs também foram vice-campeões, ainda sob o comando do grande Bill Nicholson.

As lendas do Tottenham, aliás, estiveram presentes. As que estavam no estádio, como Glenn Hoddle, eram mostradas pela televisão, uma a uma. As que não estavam, saíam das gargantas dos torcedores, uma a uma. Um dos momentos mais emocionantes foi o canto em homenagem a Aaron Lennon, que passou dez anos no clube e foi recentemente hospitalizado para tratar de problemas mentais. A atmosfera era fantástica e não poderia ser prejudicada pelo que rolasse em campo.

Acontece que o Tottenham preparou uma despedida perfeita para o White Hart Lane ao longo de toda a temporada. Terminou a Premier League invicto em seus domínios, com a melhor campanha em casa: 17 vitórias e dois empates. Mais um indício, junto com o vice-campeonato, os jovens promissores do elenco, o trabalho do técnico Mauricio Pochettino e o novo estádio, para os torcedores ficarem esperançosos com o futuro. O desafio será manter o rendimento durante a próxima temporada, que será disputada em Wembley.

Classificado para a final da Liga Europa, pelo meio da qual pode chegar à próxima Champions League, José Mourinho não foi para a festa com suas melhores roupas. Poupou jogadores e acumulou pressão sobre o título, já que a derrota significa que o Manchester United, mais uma vez, não terminará entre os quatro primeiros da Premier League. Obviamente, nem entre os três, e a última sequência de quatro anos fora do top 3 dos Red Devils foi nos anos oitenta.

Fazendo justiça ao ambiente, Wanyama abriu o placar, de cabeça, aos 6 minutos do primeiro tempo, e Harry Kane ampliou, no começo da segunda etapa. Rooney diminuiu, mas era tarde demais para estragar a festa do Tottenham, que deu ao White Hart Lane a despedida que um estádio com tanta história certamente merecia.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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