Premier League

West Ham resiste ao Manchester City e consegue empate que acirra disputa pelo título

Manchester City saiu perdendo por 2 a 0, conseguiu o empate no segundo tempo e perdeu um pênalti no final, na penúltima rodada

O torcedor do Liverpool esperava um tropeço do Manchester City e ele veio. O West Ham mostrou que a temporada brilhante que vem fazendo não é por acaso e engrossou muito o caldo. Saiu na frente, mas sofreu o empate e, por muito pouco, escapou da derrota. O empate por 2 a 2 no Estádio Olímpico de Londres acaba não sendo um bom resultado para nenhum dos dois – os Hammers brigam por vaga na Liga Europa –, mas foi bom para o Liverpool, que ganha uma nova chance de se aproximar dos líderes da Premier League.

Foi também um jogo marcante por celebrar a despedida do meio-campista Mark Noble. O camisa 16, de 35 anos, vai se aposentar, depois de praticamente 18 anos no clube. Aos 16 minutos de jogo, número da sua camisa, a torcida o homenageou e as celebrações continuaram depois da partida.

O jogo começou como se esperava: o City partindo para cima, dominando as ações e atacando mais. Era um domínio enorme, mas quem abriu o placar foi o West Ham. Depois de um chutão do goleiro Lukasz Fabianski, a defesa do Manchester City cortou e Pablo Fornals, de primeira, colocou de pé direito para Jarrod Bowen sair nas costas da defesa, em posição legal, driblar o goleiro Ederson e colocar no fundo da rede: 1 a 0.

O panorama do jogo continuou parecido, com domínio do City na posse de bola e tentativas de ataque. O West Ham pouco conseguia chegar ao ataque, mas mantinha a defesa bem-posicionada. Mesmo assim, o City chegava perto de marcar.

O West Ham acabou conseguindo outro gol antes do intervalo. Aos 44 minutos, Tomás Soucek ganhou uma disputa de cabeça, Michail Antonio fez o passe para Bowen novamente entrar nas costas defesa, puxar para o meio e, de pé esquerdo, bater cruzado para vencer Ederson mais uma vez: 2 a 0.

Só que é claro que o segundo tempo seria diferente. O Manchester City sabia o peso e o tamanho do jogo. A pressão, que já acontecia no primeiro tempo, voltou ainda mais pesada para a etapa final. E sem qualquer alteração de nomes: o time foi para cima para tentar sufocar o adversário e sair com um gol o mais rápido possível.

A reação começou cedo no segundo tempo. Após uma cobrança de escanteio, logo aos três minutos, a bola foi afastada pela defesa, Zinchenko cruzou para a área, Rodri ajeitou de cabeça e Grealish pegou de primeira, a bola desviou em Dawson e fugiu do goleiro Fabianski: 2 a 1.

O cenário poderia ter se complicado demais aos 19 minutos. Fernandinho recuou mal a bola, não percebeu que Antonio, que pegou a bola e tentou uma cavadinha muito mal-feita. Errou o alvo e era uma chance clara de marcar mais um, o que deixaria os Hammers muito mais tranquilos.

Como toda história como essa, esse gol faria falta. E fez. Aos 23 minutos, Riyad Mahrez cobrou falta da esquerda e o ataque do Manchester City nem precisou trabalhar: o lateral direito Cladimir Coufal subiu para desviar e marcou gol contra. Era o empate: 2 a 2 e com muito jogo pela frente.

A virada viria apenas no final. Aos 38 minutos, Gabriel Jesus fez grande jogada pela esquerda, dentro da área, e foi derrubado por Dawson. O árbitro não marcou inicialmente, mas o VAR chamou Anthony Taylor, que revisou o lance. O pênalti foi muito claro.

O encarregado da cobrança foi Riyad Mahrez, com uma grande responsabilidade. Um batedor preciso e com 11 gols na Premier League até ali, contando todos os lances. Só que Fabianski atrapalhou: Mahrez cobrou no canto esquerdo do polonês, que saltou para fazer a defesa. Impediu a virada do City – pelo menos até ali.

O final do jogo foi de algumas trocas de ataques perigosas, com o Manchester City chegando ao campo de ataque mais vezes, mas o West Ham dando contra-ataques perigosos. Em um deles, Gabriel Jesus precisou voltar voando pelo lado esquerdo e deu um carrinho em Bowen para matar a jogada. Custou um cartão amarelo, mas foi um lance importante para evitar uma jogada de perigo.

No fim, o empate por 2 a 2 faz com que o Manchester City fique, neste momento, a quatro pontos do Liverpool. A situação do Liverpool ainda é complicada, tanto que não pode perder o jogo: se isso acontecer, o City comemora o título da Premier League sem nem entrar em campo.

Caso o Liverpool empate, o título fica perto do City, porque o Liverpool não só precisaria vencer na última rodada e torcer por uma derrota do City, como tirar uma diferença de saldo de sete gols. Improvável. Portanto, a melhor chance do Liverpool é vencer o jogo contra o Southampton, na terça, e depois o Wolverhampton, no domingo.

O City terá pela frente o Aston Villa, de Steven Gerrard e Philippe Coutinho, no Etihad Stadium. O técnico certamente estará motivado para tentar tirar pontos do time de Guardiola e ajudar a equipe que é historicamente ligada.

O West Ham está em sétimo lugar e ainda briga por uma vaga na Liga Europa – dada ao quinto e sexto lugar. O quinto será Tottenham ou Arsenal. O sexto no momento é o Manchester United, com 58 pontos. O West Ham, com 56, ainda torce contra os Red Devils para tentar tomar a posição. O sétimo vai para a Conference League.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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