Premier League

Wenger cogitou deixar Arsenal antes de assinar renovação por dois anos

O ficou ou não fico de Arsène Wenger no Arsenal na última temporada foi um dos problemas que o clube teve, mas passou longe de ser o único. O time ficou em quinto lugar e não conseguiu classificação à Champions League. E o técnico confessa que ficou hesitante em renovar o seu contrato, com anúncio realizado em maio.

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O título da Copa da Inglaterra pareceu um alívio para o treinador, que seguiu no cargo após a renovação de contrato por mais dois anos. O início de temporada dos Gunners, porém, não vai bem. São duas derrotas em três jogos. Venceu o Leicester na abertura, mas depois perdeu de Stoke e Liverpool, ambos fora de casa.

“Sim, eu hesitei em renovar o meu contrato por motivos pessoais”, afirmou o treinador. “Eu estou no Arsenal há 20 anos e você se pergunta o tempo todo se deve continuar liderando o clube, também porque sofremos um pouco na última temporada”, analisou ainda Wenger.

Pela primeira vez em quase 20 anos, ele não classificou o time para a Champions League – algo que só aconteceu no seu primeiro ano no cargo, quando assumiu em meio a temporada, em outubro de 1997. Em todas as temporadas completas como técnico do time, levou a equipe à Champions League. Por isso, a crítica começou forte em 2017/18 e foi aumentada depois do time ser goleado por 4 a 0 pelo Liverpool, no terceiro jogo da Premier League na temporada. O time perdeu dois dos três jogos.

“É um começo de temporada muito difícil, porque nós começamos com um jogo em casa que vencemos nos acréscimos com um bom desempenho”, diz Wenger, lembrando a vitória na primeira rodada em uma virada espetacular contra o Leicester, no Emirates. “Nós perdemos o segundo jogo por jogarmos bem, mas desperdiçarmos muitas oportunidades e a terceira partida foi um desempenho catastrófico. Isso levanta muitas questões”, continuou.

“Apesar de tudo, o time tem real potencial e nós temos que nos levantar como sempre é preciso fazer em uma crise e temos que vencer o próximo jogo”, disse ainda o treinador dos Gunners. O próximo jogo para o Arsenal será no sábado, contra o Bournemouth, no Estádio Emirates.

A crise é grande também pela potencial saída de dois dos seus principais jogadores. Alexis Sánchez e Mesut Özil estão em seu último ano de contrato, com vínculo até o fim de junho de 2018. A recusa de ambos em renovar contrato levou a especulações sobre suas saídas. Sánchez queria ter ido para o Manchester City, mas o Arsenal recusou a proposta do rival depois de ver Thomas Lemar recusar deixar o Monaco para ir ao Estádio Emirates.

Özil, por sua vez, foi defender os jogadores e o clube nas redes sociais, depois de críticas fortes de ex-jogadores, como Ian Wright. O ex-atacante do Arsenal, uma lenda do clube, tem sido muito crítico do desempenho dos jogadores, do técnico e da diretoria do Arsenal. Özil publicou no Facebook uma crítica aos ex-jogadores que fazem comentários negativos da equipe. “Meu conselho a esses ex-jogadores é que parem de falar e comecem a apoiar”.

O comentário de Özil levou Wright a voltar a fazer críticas fortes, desta vez na rádio BBC 5. “Assine o contrato se você se sente tão confiante em relação às pessoas que estão criticando o time, porque você é alguém que é importante ao sucesso do Arsenal”, disse o ex-jogador. “Por que você ainda não assinou? Isso é o que eu diria para você. Se você sente essa confiança toda, por que ainda não assinou?”, disse Wright em um recado para Özil. Será uma longa temporada para os Gunners.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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