Premier League

Tottenham sedia primeiro clássico sustentável e dá ideias para o mundo do futebol

Em um clássico londrino que é cheio de rivalidade, a Premier League deu um exemplo sobre iniciativa sustentável

A Premier League é sem dúvidas a liga nacional mais importante do mundo. Grandes jogadores, torcidas envolvidas, os melhores treinadores, gramados impecáveis e muito mais. A atenção do mundo inteiro se volta para a Inglaterra nos fins de semana – e algumas rodadas de semana também.

Além dos estádios cheios, todo esse interesse significa a venda de direitos de transmissão bilionárias e os olhos atentos de apostadores de todo o mundo, que usam sites como o Bwin para dar seus palpites e tentar prever o que vai acontecer nos campos da Premier League. No último duelo londrino entre Tottenham e Chelsea, prever que aconteceria um 3 a 0 a favor Chelsea era algo improvável e que pagou boas odds.

Mas o jogo do dia 19 de setembro de 2021 ficou marcado por outra coisa além do placar: foi o primeiro jogo de futebol em nível de elite com emissão zero de carbono, segundo anunciou orgulhosamente a Premier League.

Ideias importantes no contexto global

A ideia de que o futebol é uma bolha que existe de forma independente do mundo está cada vez mais caindo e quando é para algo positivo precisa ser comemorado.

O novo estádio do Tottenham já foi pensado em trazer novas ideias de sustentabilidade e economia verde. Todos os plásticos no setor de alimentação foram eliminados (canudos, pratos, garfos e facas, embalagens). O clube instalou suportes para deixar a bicicleta, incentivando os torcedores a usar esse meio para ir aos jogos. Por fim, a comida que sobrar é doada para abrigos e entidades de caridade locais.

Já com essa consciência dentro do clube, criar o primeiro “clássico” sustentável não foi um grande esforço. Os torcedores no estádio tiveram opções de alimentação plant-based, que tira produtos ultra processados do prato em favor de grãos integrais, vegetais orgânicos e corte drástico de produtos de origem animal.

Já os times chegaram em veículos que usam biocombustível e eliminaram o uso de garrafas plásticas no jogo, optando por materiais que são mais facilmente descartáveis.

Há espaço para mais equipes fazerem isso?

Será legal ver se mais clubes pegarem essa ideia e transformarem para seus contextos. O Remo já teve uma iniciativa brilhante aqui no Brasil, criando um uniforme 100% ecológico com homenagem à Amazônia.

Grandes ou pequenas, iniciativas desse tipo ajudam a criar uma conscientização sobre a importância de vivermos de forma mais sustentável e não gastarmos os recursos limitados que o Planeta oferece. O futebol é uma excelente plataforma pelo seu alcance, que ultrapassa barreiras socioeconômicas.

Portanto uniformes que usam materiais reaproveitados, uso de energia solar e eólica nos estádios, corte no uso de plásticos e outros materiais de difícil decomposição, incentivo ao uso de transporte público e outros modais no deslocamento do público para os jogos, tudo isso tem um excelente propósito.

E o jogo?

Falamos bastante do que aconteceu fora do gramado. Dentro dele o Chelsea foi impiedoso com seu rival e mostra que é mesmo o Rei de Londres. O time voltou avassalador do intervalo e abriu o placar com bela cabeçada no canto de Lloris. Os blues continuaram atacando e Kanté e Rudiger fizeram o segundo e terceiro gols no clássico. Kanté aliás entrou no intervalo e mudou o jogo com sua intensidade característica.  

O Chelsea agora lidera a Premier League com quatro vitórias e um empate em cinco jogos. Já o Tottenham, apesar de ter nove pontos, segue não conseguindo solidificar sua posição no primeiro escalão do futebol do país.

O treinador português Nuno Espírito Santo admitiu depois do jogo que seu time ainda tem muitos problemas e o poderio ofensivo parece ser um deles. Apesar de ter Harry Kane, que quase saiu na janela de transferências, a criação de jogadas não é forte o suficiente. O goleiro do Chelsea mal teve que sujar o uniforme.

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