É, aconteceu de novo. O Tottenham abriu o placar, achou que não precisava se esforçar para fazer o segundo gol, aceitou a pressão do Fulham, não matou o jogo nos contra-ataques e foi punido com a perda de mais dois pontos, afastando-se da ponta da tabela da Premier League, agora com apenas duas vitórias em oito rodadas.

Essa sequência conteve empates contra Wolverhampton e Crystal Palace, ambos por 1 a 1. Em ambos, também, os Spurs fizeram 1 a 0 cedo e levaram o castigo depois dos 35 minutos do segundo tempo.

A estratégia de Mourinho foi elogiada no começo da temporada quando gerou vitórias contra Manchester United e Manchester City, por exemplo, mas é pertinente questionar por que ele acha que também deve aplicá-la contra adversários que um time com as ambições do Tottenham deveria derrotar de maneira mais confortável.

Como é o caso do Fulham, que conseguiu parar de perder, mas ainda não aprendeu a ganhar, e somou o quinto empate consecutivo pela liga inglesa, ainda insuficiente pra retirá-lo da zona de rebaixamento – embora tenha dois jogos a menos que o Brighton, em 17º lugar.

Precisava ter sido assim? O primeiro tempo indica que não. Foi pouco ameaçado e criou o bastante para ganhar até por mais de um gol de diferença. Areola fez duas defesas importantes em finalizações à queima-roupa de Son, a mais incrível em uma cabeçada forte a poucos metros de distância, e o Tottenham abriu o placar em uma jogada bem característica.

Bola longa – e bonita – de Hojbjerg para Reguilón, que dominou, levantou a cabeça e cruzou com perfeição para Harry Kane mergulhar de peixinho. Kane chegou a retribuir a gentileza em um contra-ataque, mas Hojbjerg não pegou bem ao chegar batendo de chapa na entrada da área e facilitou a defesa de Areola.

Tosin Adarabioyo fez um bom bloqueio para frustar Sissoko, que saiu driblando em direção ao gol no começo do primeiro tempo, e aí o Fulham começou a pressionar. A posse de bola que foi de 58% a favor do Tottenham no primeiro tempo passou a ser de 55% a favor dos visitantes no segundo. Esses visitantes, porém, tinham apenas 13 gols em 15 jogos até esta quarta-feira. Mesmo dominando, o processo não é tão fácil.

Ademola Lookman foi o principal responsável pela inspiração. Recebeu pela esquerda, abriu à linha de fundo e bateu forte, para um bom bloqueio de Sánchez. O Tottenham respondeu com um contra-ataque que Son finalizou rasteiro no pé da trave. Mas Lookman estava em um dia iluminado. Recebeu na ponta esquerda, deixou Sánchez na saudade e cruzou para Ivan Cavaleiro cabecear nas costa de Eric Dier e decretar mais um tropeço dos Spurs.

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