Premier League

Tem bom atacante no mercado: Diego Costa diz que Conte não o quer mais no Chelsea

A Inglaterra havia acabado de ir para a cama quando Diego Costa soltou a notícia: não faz mais parte dos planos de Antonio Conte. Logo após o empate por 2 a 2 entre Espanha e Colômbia, o hispano-brasileiro disse a jornalistas que recebeu uma mensagem do técnico do Chelsea dizendo que o italiano não conta mais com os seus serviços. O atacante ainda tem contrato até 2019, e sua situação precisa ser resolvida com a diretoria do clube, mas fica difícil imaginar qualquer solução pacificadora depois de Diego Costa pulverizar o clima para permanecer em Stamford Bridge.

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Não é comum um jogador abrir o jogo dessa maneira, mesmo ciente e absolutamente certo de que está de saída. Diego Costa não é um reserva a ser dispensado pelo seu clube porque não tem oportunidades: marcou 20 gols na Premier League, terminou a temporada entre os titulares e tem bastante mercado. O Chelsea provavelmente gostaria de fazer algum dinheiro com a venda, mas sua posição nas negociações foi enfraquecida pelas declarações do atacante de 28 anos, que contratou, três anos atrás, por € 38 milhões: agora, ele é um atleta que o Chelsea precisa vender, não mais um que outros clubes precisam comprar.

Isso só evidencia como estava ruim o clima entre ele e Conte. Em janeiro, Diego Costa não foi levado para enfrentar o Leicester, fora de casa, porque, segundo a imprensa inglesa, estava balançado por uma proposta milionária da China que teria causado atritos com a comissão técnica. Houve, também de acordo com os jornais britânicos, discussão com um preparador físico sobre uma lesão que não havia sido tratada da melhor maneira. Conte teria entrado no meio do bate-boca.  A notícia, agora, é ainda mais crível. “Minha relação com o treinador foi ruim nesta temporada”, afirmou, segundo o Marca.

E continuou no restante da entrevista, que você pode conferir abaixo: “Vou ser bem sincero: outro dia, recebi uma mensagem de Conte dizendo que não faço parte de seus planos. Sou jogador do Chelsea, porque tenho contrato, mas o treinador não me quer, então vou ter que sair. Pode ser que eu tenha feito uma má temporada…. (irônico) Ele me mandou uma simples mensagem, depois de tudo que eu fiz, mas, bom, tenho que buscar um time e jogar. Se o treinador que coloca os jogadores para jogar não conta com você, você tem que sair. Enviei a mensagem para o pessoal do clube para que saibam que o treinador não conta comigo. Se o treinador não me quer no time, o Chelsea tem que me vender”.

Impossível ser mais claro do que isso. E provavelmente não deve faltar clube querendo contratá-lo. Diego Costa foi o artilheiro de dois títulos do Chelsea, com 20 gols em cada um, e tem 52 tentos em 89 partidas de Premier League. Caberia muito bem em vários times, como o Atlético de Madrid, mencionado na entrevista, mas que tem chances reduzidas de concretizar a transferência porque está sob embargo até janeiro. O atacante teria que passar de quatro a cinco meses sem jogar, em temporada de Copa do Mundo. “Não sei. Tenho que ver. Ficar quatro ou cinco meses sem jogar é um pouco complicado. Gosto muito do Atlético, adoraria viver em Madri, mas preciso pensar no meu futuro”, disse.

Quem mais poderia contratar Diego Costa? O Milan busca atacante e daria um salto de patamar com Costa, mas precisaria desembolsar um bom dinheiro e convencê-lo a não disputar a próxima Champions League. O Manchester United busca um sucessor para Ibrahimovic e seria uma transferência boa para todo mundo: Costa não precisaria se adaptar a um novo país e uma nova liga, poucos meses antes do Mundial, e o United teria um artilheiro com experiência de Premier League. Os dados foram rolados. Pelo próprio Diego Costa.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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