Premier League

Rooney sobre a volta ao Everton: “Preciso desses objetivos, eu preciso dessa pressão”

A volta para casa de Wayne Rooney foi uma das histórias da janela de transferências de verão na Inglaterra, em julho. O jogador decidiu voltar para o clube que o formou como jogador e pelo qual torce desde criança. Ele saiu muito cedo para se transferir ao Manchester United e passou 13 anos no clube. Se tornou ídolo, o maior artilheiro e um dos grandes do futebol mundial. Ganhou muitos títulos, mas também passou a ser questionado, virou reserva e parecia um jogador sem espaço. Deixou o clube e o Everton passou a ser um desafio para ele.

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Aos 32 anos, o jogador preferiu voltar ao Everton depois de deixar o Manchester United, embora tivesse propostas mais vantajosas financeiramente de ligas como a MLS ou a Chinesa. “Não é para mim, eu preciso desses objetivos, eu preciso dessa pressão. O desejo para jogar seria perdido se eu tivesse escolhido a outra opção”, afirmou o jogador, em entrevista ao programa Football Focus, da BBC.

Kevin Kilbane, ex-jogador e que foi companheiro do Everton, entrevistou o jogador, que poderia se aposentar “ganhando muito dinheiro”. Ele voltou ao Goodison Park, recebeu a camisa 10.

“Eu sabia que voltar ao Everton significava mais pressão, foi por isso que eu quis. Eu queria provar a mim mesmo aos torcedores do Everton e tentar ajudar este clube a seguir adianta e ganhar títulos”, declarou ainda o atacante do Everton. “Eu acho que foi o encaixe perfeito para mim e espero que nos próximos dois ou três anos nós possamos fazer isso”.

Rooney estreou no Everton aos 16 anos como um atacante forte e rápido, mas aos poucos isso foi mudando. Nos últimos anos, Rooney passou a atuar mais no meio-campo. Para ele, isso é crucial para manter a fase e a boa forma.

“A única coisa que se mantém é a minha atitude para jogar, minha atitude para vencer, mas é claro que você muda e adapta o seu jogo e é isso que eu sinto que fiz nos últimos anos”, afirmou Rooney. “Há dois anos, eu pensei que a minha melhor posição para jogar era no meio-campo e isso está começando a acontecer agora”.

Rooney acompanhou de perto como foi o final da carreira de Ryan Giggs, que se aposentou aos 40 anos no Manchester United. “Eu aprendi que você pode gerenciar a si mesmo no treinamento, como Ryan fez. Ele estava lá em todos os treinos, mas ele dosava. Você sabe quando correr, quando fazer uma corrida de 50 metros e quando não fazer. Se trata de ter esse conhecimento sobre si mesmo”, analisou o jogador.

Mesmo ainda tendo idade para disputar mais uma Copa do Mundo, Rooney se aposentou da seleção inglesa em 2017 como o maior artilheiro da Three Lions, com 53 gols. Preferiu se dedicar à sua carreira no clube, o que foi visto para muitos como uma medida para estar fisicamente mais inteiro nesses anos finais da carreira.

“Eu sou um jogador muito honesto. Se eu sentir que eu não sou bom o bastante para jogar, eu não me colocaria nessa posição onde eu continuo e pensando que eu tenho que seguir e continuar tentando”, afirmou ainda o jogador. “Se eu não sou bom o bastante para estar no time, então eu sou honesto o suficiente para dizer que será hora de parar de jogar”.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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