Premier League
Tendência

Rashford e Bruno Fernandes são decisivos e Manchester United consegue virada espetacular diante do City

Mesmo no sacrifício, Rashford foi uma figura central na vitória do Manchester United de virada sobre o rival City em Old Trafford, que também teve grande participação de Bruno Fernandes

Em um jogo quente, movimentado e equilibrado, o Manchester United venceu o Manchester City por 2 a 1 em Old Trafford neste sábado, em partida que abriu a rodada. Foi um jogo de muito equilíbrio, duas propostas bem diferentes e que tiveram seus momentos. Melhor no primeiro tempo, o United não conseguiu abrir o placar. Melhor no segundo, o City conseguiu marcar, mas a virada veio em dois gols seguidos e quem sai comemorando é mesmo o time da casa.

O técnico Erik Ten Hag escalou o time no 4-2-3-1, com Fred ao lado de Casemiro como volante e liberando mais Christian Eriksen como meia, com Bruno Fernandes pela direita e Marcus Rashford pela direita, com Anthony Martial centralizado no ataque. No City, a aposta foi no mesmo 4-3-3 tradicional, com Rodri, Kevin De Bruyne e Bernardo Silva pelo meio, Phil Foden, Riyad Mahrez e Erling Haaland no ataque.

Primeiro tempo: Marcação do Manchester United encaixa

Aos 10 minutos, em um erro na saída de bola de Bernardo Silva, o United recuperou a bola, Eriksen acionou Bruno Fernandes, pela direita, e ele chutou cruzado, com perigo, mas para fora. A primeira finalização do jogo, e com perigo.

Fred, escalado como titular, era um marcador quase individual de Kevin De Bruyne. O belga não conseguia pegar na bola com espaço, sempre observado de muito perto pelo brasileiro, que vencia os duelos individuais. Casemiro cuidava mais de Bernardo Silva, enquanto Christian Eriksen cuidava de Rodri.

Em diversos momentos, o Manchester United acelerava para atacar, por vezes com lançamentos longos para o lado esquerdo, com Marcus Rashford ou Anthony Martial. Em um deles, aos 33 minutos, o goleiro Ederson saiu do gol, Rashford passou por ele, mas ficou com pouco ângulo. Tinha a opção de tentar o passe para o meio onde estava Martial, mas os defensores do City já estava na área e ele tentou a finalização, que ficou na defesa.

Pouco depois, aos 36, veio outro lançamento longo. Rashford novamente em velocidade avançou pela esquerda e o goleiro Ederson fechou bem o ângulo para sair quase nos pés do atacante e impedir uma finalização melhor do jogador do United.

Já aos 45 minutos, Kyle Walker, bem de longe, arriscou e levou perigo ao gol de De Gea, mas mandou para fora. Foi apenas o segundo chute a gol do Manchester City, que teve outra finalização bloqueada pela marcação.

O primeiro tempo terminou empatado, mas em termos de propostas de jogo, o United foi mais bem-sucedido. Conseguiu se defender bem, sem permitir muitas chances ao adversário, ao mesmo tempo que foi perigoso em suas transições rápidas. A marcação em Erling Haaland era boa até ali: o norueguês foi o que menos tocou na bola no primeiro tempo.

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e junte-se à nossa comunidade. Receba conteúdo exclusivo toda semana e concorra a prêmios incríveis!

Já somos mais de 4.800 apaixonados por futebol!

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Segundo tempo: gols e virada do United

Jack Grealish comemora (OLI SCARFF/AFP via Getty Images)

 A grande dúvida era se Marcus Rashford voltaria a campo, depois de sentir uma lesão, aparentemente na coxa, no fim do primeiro tempo. Na volta do intervalo, a confirmação: o atacante voltou. Quem deixou o gramado no intervalo foi Anthony Martial para a entrada do brasileiro Antony. Curiosamente, Antony começou a segunda etapa centralizado, e não pela direita, como costuma acontecer. Continuava a ser Bruno Fernandes por ali.

O City pressionou mais no segundo tempo e, mesmo sem conseguir finalizar, rondou a área do United. Nos primeiros 15 minutos, mais do que ter a bola, o time de Pep Guardiola tinha a bola em locais mais perigosos do campo, chegando nas imediações da área. O técnico colocou Jack Grealish no lugar de Phil Foden. E logo deu resultado.

Até que veio um lance que a boa marcação do United desencaixou e as coisas aconteceram. De Buryne recebeu pela direita, sem ser acompanhado por Rashford, dentro da área, conseguiu ir até a linha de fundo e levantou para o meio e Jack Grealish atacou a bola para tocar de cabeça e marcar 1 a 0. No momento do gol, o City tinha uma posse de bola de mais de 80%. Tomou a bola e empurrou o United para dentro da própria área, como não tinha conseguido fazer no primeiro tempo.

Depois do gol, o jogo mudou um pouco. Tem Hag pareceu inverter o ataque: centralizou Bruno Fernandes e colocou Antony na direita. Erik Ten Hag mudou o time aos 26 minutos, com a entrada de Alejandro Garnacho no lugar de Christian Eriksen. Recuou Bruno Fernandes, centralizou Rashford e passou a ter Garnacho na ponta esquerda.

O gol de empate veio de forma polêmica, aos 34 minutos. Em lançamento pelo meio para Rashford, que estava em posição de impedimento, o atacante correu, mas não tocou na bola. Quem finalizou foi Bruno Fernandes, que bateu de primeira, marcou o gol e saiu para o abraço. O bandeira inicialmente deu o impedimento e o árbitro foi lá conversar. Definiram pela marcação do gol: 1 a 1.

Bruno Fernandes, do Manchester United (Shaun Botterill/Getty Images)

Antes que o Manchester City pudesse absorver o impacto, veio o gol da virada do United. Bruno Fernandes acelerou o jogo ao tocar de primeira para o lado esquerdo e colocar Garnacho para correr. Ele avançou, tentou o cruzamento, a bola tocou na defesa e voltou para ele. Dentro da área, o argentino girou em cima de Nathan Aké, cruzou de pé esquerdo rasteiro e Rashford, desta vez em posição legal, atrás da linha de bola, tocou de primeira para marcar: 2 a 1 para os Red Devils, aos 36 minutos.

Os minutos finais foram emocionantes. O City buscando tudo que podia para empatar, enquanto o United armava contra-ataques perigosos, por vezes em situações de mano a mano. No fim, o apito final gerou uma grande comemoração no estádio, com Marcus Rashford celebrando junto a uma arquibancada que teve mesmo muito o que comemorar. Uma atuação decisiva do atacante, mesmo sem fazer o seu melhor jogo, mas importante para o time, assim como Bruno Fernandes.

Na classificação, o Manchester United encosta um pouco mais no City, com 38 pontos, um a menos que o rival. O Arsenal, líder, tem 44 pontos, com um jogo a menos que ambos.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo