Premier League

Rashford acha gol nos acréscimos, United vence Wolves e vai ao segundo lugar da Premier League

Como tem sido característico nos duelos recentes entre as duas equipes, Manchester United e Wolverhampton fizeram uma partida bastante fechada e de poucas oportunidades nesta terça-feira (29). Com uma proposta de jogo conservadora, fechando-se atrás e buscando os contra-ataques, os Wolves frustraram o time da casa ao longo de mais de 90 minutos. Quando tudo parecia definido, Marcus Rashford tirou um coelho da cartola, marcou o único gol da vitória por 1 a 0 e lançou o United à vice-liderança da Premier League.

O Manchester United rodou o elenco e foi para o jogo com seis alterações em relação ao time que empatou com o Leicester no Boxing Day, com Solskjaer promovendo as entradas de Wan-Bissaka, Alex Telles, Matic, Pogba, Greenwood e Cavani. Nos Wolves, foram quatro as mudanças, entrando Vitinha, Hoever, Kilman e Aït-Nouri.

Desde o início do jogo, a estratégia de Nuno Espírito Santo ficou clara: entregar a bola aos donos da casa, se fechar na defesa com uma linha de cinco e apostar nos contra-ataques a partir dos lançamentos precisos de João Moutinho, em busca das corridas de Adama Traoré e Pedro Neto.

Com esta proposta, os Wolves conseguiram bloquear o Manchester United no primeiro tempo e sair com as melhores oportunidades. Aos 12 minutos, Rúben Neves forçou De Gea a uma boa defesa, espalmando o perigo para longe. Aos 23 minutos, em bola parada, Romain Saïss cabeceou por cobertura e acertou o travessão em bola aparentemente inofensiva. Mais tarde, aos 39, o zagueiro apareceu mais uma vez na área para completar jogada de bola parada, mas De Gea fez grande defesa e impediu o gol.

Em dois lances já no fim do primeiro tempo, Moutinho encontrou Pedro Neto pela direita, em velocidade contra a marcação. Em ambas as ocasiões, o português acabou parado por Eric Bailly.

Do lado do United, o primeiro tempo foi caracterizado por muita posse de bola, cerca de 60%, domínio das ações, mas dificuldades em achar espaços para finalizações. A melhor chance dos anfitriões na primeira etapa veio aos 34 minutos, com Greenwood cruzando na segunda trave para Bruno Fernandes, que parou em grande defesa de Rui Patrício.

Lançando-se mais ao ataque na reta final do primeiro tempo, os Wolves deixaram espaços para que o United também tivesse seus contra-ataques. Em um deles, Rashford foi lançado e, de frente para Rui Patrício, não conseguiu a finalização, desperdiçando a segunda boa oportunidade do time da casa antes do intervalo.

O United voltou para o segundo tempo com Luke Shaw no lugar de Alex Telles, e Pogba começou a ocupar uma posição mais à direita no meio de campo, já que havia estado desaparecido como peça isolada centralmente. Como consequência, participou mais das ações ofensivas do United. Já os Wolves pareceram por algum momento jogar um pouco mais avançados, mas logo retornaram para o bloco defensivo baixo.

Aos dez minutos, Podence, inicialmente poupado por Nuno Espírito Santo por causa da maratona de jogos, entrou no lugar de Vitinha, enquanto aos 19 minutos foi a vez de Martial entrar em campo, substituindo Greenwood. Com a alteração, Solskjaer deslocou Rashford para a direita e colocou o francês à esquerda, com Cavani sendo o ponto de referência.

O uruguaio chegou a balançar as redes aos 24 da segunda etapa, mas seu gol foi invalidado por posição de impedimento do centroavante ao pegar o rebote da finalização de Bailly. No mesmo lance, os jogadores do United reclamaram de um toque de mão de Conor Coady, mas a revisão no VAR não entendeu a jogada como infração.

Três minutos mais tarde, Saïss, sempre forte nas jogadas aéreas de bola parada, cabeceou para mais uma excelente defesa de De Gea, mas a jogada foi interrompida por posição de impedimento. Pelo menos o lance serviu para reaquecer o goleiro espanhol, que aos 36 faria mais uma boa defesa ao evitar o gol de Aït-Nouri, que penetrou a área e, mesmo sem ângulo, encontrou um bom chute rasteiro.

Sem criatividade para furar a defesa dos Wolves, o United buscou arriscar de longe. Aos 30, Bruno Fernandes inverteu o jogo para Pogba na intermediária, o francês dominou e chutou forte, de longa distância, mas Rui Patrício se esticou para ficar com a bola. Dois minutos depois, após boa troca de passes entre Rashford, Fernandes e Pogba, Martial recebeu na intermediária e tentou chapar a bola buscando o ângulo, mas mandou muito por cima do alvo.

Quando tudo parecia definido, Fernandes, da linha do meio do campo, executou um lançamento brilhante para Rashford, pela direita. O camisa 10 dominou, trouxe para o meio, ameaçou o chute para tirar a marcação da trajetória da bola e então finalizou. Contou com um desvio providencial em Saïss para bater Rui Patrício e determinar o 1 a 0 já aos 48 minutos do segundo tempo.

Com a vitória, o Manchester United chegou a 30 pontos em 15 jogos, subindo para a segunda colocação da Premier League, à frente de algumas equipes com um jogo a mais, como o 3º colocado Leicester (29 pontos) e o 6º colocado Chelsea (26). Com a mesma quantidade de partidas realizadas que o líder Liverpool, se encontra a apenas dois pontos de seu grande rival.

Lentamente, os comandados de Solskjaer vão deixando o início caótico na Premier League para trás, ganhando consistência e aparecendo como uma surpresa na parte de cima da tabela. O passado recente mostrou que esta equipe é capaz de altos incríveis e baixos terríveis, então qualquer projeção parece muito arriscada. De momento, o saldo tem sido positivo, e vencer partidas como a desta terça, que parecem tão destinadas a um tropeço, é o tipo de elemento com que times bem-sucedidos normalmente contam em seu repertório.

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Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).
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