Premier League

Rangnick: “City tem uma identidade clara e é isso que tem ser melhorado no United nos próximos dois anos”

Apesar de três empates em cinco rodadas, o técnico interino do Manchester United não está tão preocupado porque acredita que seu time está criando chances

O Manchester City tem uma identidade clara, sabe quem contratar e como quer jogar, e é exatamente isso que o Manchester United precisa desenvolver nos próximos dois anos, afirmou o treinador Ralf Rangnick em entrevista coletiva antes de enfrentar o rival no Etihad Stadium no próximo domingo.

Rangnick foi contratado para terminar a temporada, após a demissão de Ole Gunnar Solskjaer. Além de tentar tirar o melhor dos campeonatos ainda em disputa, tem reuniões com a equipe de olheiros e participa das discussões sobre o próximo técnico. No futuro, ocupará um papel consultivo.

Tudo isso faz parte de uma visão de médio prazo que o Manchester United precisa ter para ser bem sucedido. “Nos últimos cinco ou seis anos, eles (o City) tiveram uma identidade muito boa e clara. Pep (Guardiola)tem uma ideia clara de como quer jogar. Essa ideia lidera tudo que acontece no clube. Contratações, jogadores que vão comprar ou que podem vender. Esse é o segredo do sucesso deles e a orientação para tudo que fazem. Todos os principais clubes da Europa têm isso em comum e isso é algo que precisa ser melhorado e desenvolvido no Manchester United nos próximos dois anos”, afirmou.

O Manchester United está em quarto lugar, mas pode ser ultrapassado por Arsenal e Tottenham, ambos com jogos a menos, após empatar três das últimas cinco rodadas. Chega ao clássico de um empate por 0 a 0 com o Watford, um dos piores times da Premier League. Rangnick não está tão preocupado, porém, porque acredita que os seus jogadores estão criando oportunidades.

“Sabemos que jogaremos contra um dos melhores times do mundo, senão o melhor. Eles se desenvolveram bem desde que Pep chegou. O mesmo aconteceu no Bayern de Munique e no Barcelona. Ele é um dos melhores. Sabemos o que eles são. Será sobre trabalho tático, luta, com e sem a bola. Criamos muitas chances nos últimos dez ou 11 jogos. Marcamos quatro vezes contra o Leeds e deveríamos ter feito um, dois ou três gols contra o Watford”, analisou.

“No fim das contas, é sobre controlar o jogo, não deixar que eles joguem sem pressão, porque é isso que eles querem, sobrecarregar os espaços. O goleiro joga quase como zagueiro e o lateral é um meia. Precisamos encontrar momentos em que podemos tirar a bola deles e fazer o melhor desses momentos de transição. Depende de nós no domingo mostrar o que podemos fazer”, encerrou.

Apesar da diferença de momento, os clássicos têm sido equilibrados desde a chegada de Guardiola a Manchester. O United venceu seis, o City ganhou sete e houve dois empates.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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