Premier League

Pedra no sapato de Guardiola, United de Solskjaer ganha no Etihad e encerra sequência de vitórias do City

Ole Gunnar Solskjaer provou mais uma vez ser uma pedra no sapato de Pep Guardiola. E de que jeito, ein? Neste domingo, o Manchester United venceu o Manchester City por 2 a 0, fora de casa, e encerrou a sequência de 21 vitórias seguidas do vizinho por todas as competições, resultado que reforças suas chances de pelo menos garantir vaga na próxima Champions League.

Além de ter vencido os últimos 21 jogos de futebol que disputou, o City também estava invicto desde que perdeu para o Tottenham, em 21 de novembro. Havia igualado o seu recorde de 28 jogos sem derrota ao golear o Wolverhampton, mas gols de Bruno Fernandes e Luke Shaw impediram que a marca anterior fosse superada.

Shaw foi um dos destaques individuais de uma atuação em que o Manchester United mesclou uma defesa muito segura com perigo nos contra-ataques, como costuma fazer em seus melhores momentos sob o comando de Solskjaer, ganhando mais moral em uma temporada em que cresceu de rendimento e pode até lhe render o retorno à seleção inglesa pela primeira vez desde 2018.

Gabriel Jesus derrubou Martial na entrada da área, antes de o primeiro minuto se completar, dando ao Manchester United uma excelente oportunidade abrir vantagem. Embora Ederson tenha ficado muito próximo de fazer a defesa, Bruno Fernandes não a desperdiçou e marcou seu 15º gol pela Premier League.

O City parecia um pouco nervoso nos primeiros 15 minutos, o que se ilustrou na hesitação de João Cancelo, um dos melhores jogadores da temporada, logo depois do gol de Fernandes. Ele perdeu a posse de bola dentro da própria área e permitiu que Shaw batesse forte de curta distância. O lateral esquerdo, porém, mandou em cima de Ederson, que não teve muita dificuldade para fazer a defesa.

Rashford também testou as qualidades do goleiro brasileiro, antes de o City conseguir, enfim, se impor um pouco mais na partida, embora tenha pecado na criação de chances. Mahrez chutou rasteiro da direita para a esquerda, já nos acréscimos, no momento mais perigoso dos donos da casa antes do intervalo.

O argelino soltou com Jesus, no começo da etapa final, e o pivô do brasileiro encontrou a chegada de Rodri com um chute colocado, em busca do ângulo. Pegou na forquilha. Logo na sequência, Dean Henderson, no lugar de De Gea, em licença paternidade, foi esperto para lançar direto a Luke Shaw na altura do meio-campo.

Shaw arrancou, arrancou e arrancou, tomando o cuidado de centralizar um pouco a jogada a cada passo, e chegou à entrada da área. Abriu com Rashford, recebeu de volta e dominou abrindo à perna esquerda. Conseguiu encontrar um mínimo espaço entre as pernas de seus marcados para marcar seu primeiro gol nesta temporada e apenas o terceiro com a camisa do Manchester United.

Foi o lance que na prática matou a partida. O United ainda teve outras chances, especialmente uma com Martial, que recolheu a bola após uma dividida entre McTominay e Rúben Dias e ficou de frente para Ederson. Tentou mandar a bola no canto, mas não pegou tão bem e facilitou uma das quatro defesas do brasileiro na partida. Nos últimos 20 minutos, o City tentou, em vão, descontar para voltar à disputa.

Este foi o oitavo encontro entre Solskjaer e Pep Guardiola, agora com vantagem para o treinador do United: quatro vitórias (embora uma delas não tenha evitado a eliminação na semifinal da Copa da Liga de 2019/20, três derrotas e um empate. O resultado devolveu os Red Devils à segunda posição, com 54 pontos, um a mais do que o Leicester. São oito de vantagem para o quinto colocado Everton – que ainda tem dois jogos a menos.

O Manchester City tem 11 pontos de vantagem na liderança e segue caminhando a passos largos para mais um título inglês.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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