Premier League

Os Blades foram afiados no Old Trafford e tiraram o Manchester United da liderança

O Manchester United indicava que perderia a liderança pelo rendimento nas últimas rodadas. Apesar disso, o adversário desta quarta-feira era Sheffield United, o pior time da Premier League. Uma vitória seria o esperado. O United, porém, se superou e conseguiu uma derrota para um time que não tinha ganhado mais do que uma partida na liga até aqui. Os 2 a 1 para os Blades em pleno Old Trafford ratificam o que parecia inevitável: os Red Devils não são mais os líderes.

A pressão já estava no time da casa antes da bola rolar. Nesta quinta, o City venceu seu jogo de forma avassaladora sobre o West Brom e pulou para a primeira posição. Isso com o mesmo número de jogos. O United, porém, poderia vencer e, mesmo com um jogo a mais, continuar colocando pressão sobre o rival. A troca do líder era iminente, mas quanto mais retardar isso, melhor, já que o time de Pep Guardiola parece em grande fase e difícil de ser parado. Em vez disso, o time de Ole Gunnar Solskjaer passou vergonha com uma defesa patética que entregou um segundo gol digno de piores momentos da temporada.

Kean Bryan colocou o Sheffield United em vantagem aos 23 minutos do primeiro tempo, quando o goleiro David De Gea fez mais uma das suas e falhou. O goleiro, que faz grandes defesas e consegue ser decisivo, também comete falhas terríveis que às vezes comprometem. Foi o caso desta. Para quem tem Dean Henderson como reserva, é bom colocar as barbas de molho.

A chuva deu mais tons dramáticos ao jogo e o gol de empate animou o time da casa. Foi aos 19 minutos, em uma cobrança de escanteio de Alex Telles completada de cabeça pelo zagueiro e capitão Harry Maguire. Em seguida, o técnico Solskjaer colocou em campo Edinson Cavani no lugar de Mason Greenwood. O peito do torcedor se encheu de esperança, mas isso durou só 10 minutos.

O segundo gol foi um festival de patetices do United. Se o goleiro não ajudou no primeiro gol, no segundo a defesa tratou de errar consecutivamente várias vezes. O Sheffield United, então, aproveitou. Por duas vezes, o United teve a chance de afastar a bola e o perigo, mas não o fez. Mais do que isso, seus jogadores pareciam assistir aos adversários recolherem a bola e jogarem na área, dominarem, finalizarem…

No momento que a defesa se mexeu para fazer algo, foi no chute de Oliver Burke, aposta do técnico Chris Wilder no segundo tempo. Só que foi quando Burke chutou, a bola desviou em Axel Tuanzabe, tirando do alcance de De Gea, tocou no travessão e entrou. Sheffield United 2 a 1, aos 29 minutos do segundo tempo. Ora, você talvez pense, havia tempo para tentar virar o jogo. É verdade. O que faltava é futebol mesmo. E continuou faltando. Por isso, você também não vai se surpreender ao saber que pouco, ou quase nada, aconteceu depois dos Red Devils levarem o gol.

O Manchester United fica, assim, um ponto atrás do Manchester City, que ainda tem um jogo a menos para fazer. O Sheffield United, por sua vez, conquista uma vitória que certamente não estava nos planos. O time chegou a oito pontos depois de 20 jogos, a 10 pontos de escapar do rebaixamento. Uma distância imensa, mas, bom, para quem está quase sem esperança alguma, jacaré é tronco. Não é mesmo, Chris Wilder?

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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