O United suou, mas cortou o embalo do Aston Villa e se consolidou no G-4 da Premier League ao lado do Newcastle
O Manchester United quebrou a invencibilidade de dez rodadas do Aston Villa, mas com uma vitória mínima, correndo o risco de empate na reta final
Com uma invencibilidade de dez partidas, o Aston Villa chegou a Old Trafford como um adversário capaz de causar problemas ao Manchester United. Contudo, era uma partida na qual os Red Devils não poderiam pensar em outro resultado além da vitória, pela ameaça que os Villans representavam na perseguição às vagas na Champions League. O time de Erik ten Hag prevaleceu e conquistou o triunfo por 1 a 0, que o tranquiliza na quarta colocação. Mas não sem sua dose de suor. Os visitantes causaram problemas e só não tiveram sorte melhor porque Victor Lindelöf teve uma participação crucial para evitar o que parecia um gol certo de empate. Foi a primeira vez desde a chegada de Unai Emery que o Villa passou em branco sem balançar as redes.
O Aston Villa justificou as expectativas de um jogo duro, ao elevar a pressão e dificultar o trabalho do Manchester United com a bola. Os Red Devils, contudo, encaixariam os primeiros ataques na base da velocidade. Marcus Rashford teve um bom lance cancelado por impedimento, enquanto exigiria a primeira defesa de Emiliano Martínez aos 12, com o goleiro fechando bem o ângulo no mano a mano. Logo depois, em mais uma jogada com participação de Rashford, Marcel Sabitzer mandaria por cima. E quase Emi Martínez entregou o ouro também, num saída em que errou com os pés.
Diante dos riscos sofridos, o Aston Villa teria um respiro aos 19. Foi numa boa jogada em profundidade, na qual a bola cruzou a pequena área sem que Ollie Watkins conseguisse completar. Álex Moreno ainda encheu o pé na sobra, mas carimbou David de Gea. O fluxo do jogo, de qualquer forma, era o ataque do Manchester United. Aos 28, Casemiro estalou o travessão com um chute forte. E num jogo que por vezes ficava no limite das divididas, com direito a um carrinho salvador de Tyrell Malacia, o placar penderia aos Red Devils com 39 minutos. O ataque começou num tiro de meta para o Aston Villa. O United rebateu o chutão e Rashford disparou nas costas da defesa mal posicionada. Chutou rasteiro, para a defesa parcial de Emi Martínez, mas Bruno Fernandes anotou no rebote. Os mancunianos ainda buscaram mais o segundo tento até o intervalo.
Durante o início do segundo tempo, o Manchester United passou a ser mais testado na defesa. O Aston Villa aumentou a rotação e forçava as ações contra a zaga dos Red Devils, mas Victor Lindelöf e Luke Shaw fizeram bloqueios cruciais antes dos dez minutos. Quando Rashford poderia responder do outro lado, deixou a bola escapar diante de Emi Martínez. A partida ficava mais aberta, e os Villans se mostravam mais próximos do empate. Lindelöf seria vital de novo aos 15, agora para travar Jacob Ramsey. Nesta trocação, Rashford e Christian Eriksen também não acertariam suas investidas do outro lado.
O Aston Villa crescia na partida, com o Manchester United tentando encontrar um espaço para ampliar a diferença. Casemiro teve um chute ao lado da trave aos 28, mas os Red Devils não aproveitavam seus escapes. E quase pagaram muito caro aos 35. Foi um bombardeio imposto pelos Villans, com uma série de tentativas de arremates travadas. Quando Douglas Luiz finalmente conseguiu fuzilar, Lindelöf realizou uma defesa milagrosa de cabeça em cima da linha. Valia como um gol. A reta final seguiu nervosa, com o Aston Villa em cima. O United segurou o resultado, enquanto ainda poderia ter feito o segundo nos acréscimos, num lance com Antony que Emi Martínez pegou.
O Manchester United fica na quarta colocação, com 63 pontos. Abre uma distância confortável dentro do G-4 da Premier League, que deixa a vaga na Champions cada vez mais próxima. Já o Aston Villa, com sua sequência recente interrompida, vai ter que brigar por Liga Europa e Conference – o que ainda é um grande negócio. O time aparece no sétimo lugar, com 54 pontos. Ainda merece cuidados por aquilo que vinha fazendo na campanha.
Quem também agradece pelo resultado é o Newcastle, ainda mais firme no G-4, com 65 pontos e a terceira colocação. Os Magpies receberam o Southampton em St. James’ Park e até começaram atrás no placar, mas buscaram a virada por 3 a 1. Os Saints fecharam o primeiro tempo com a vitória, num gol de Stuart Armstrong. Já no segundo tempo, a imposição do Newcastle contou com dois gols de Callum Wilson e um contra de Theo Walcott. Cada vez mais afundados na lanterna, os Saints se aproximam do descenso.



