O Chelsea de Frank Lampard não tem jogado tudo que pode, nem tudo que se esperava com os ótimos reforços que contratou. A campanha já causa incômodo em Stamford Bridge e a pressão sobre o técnico começa a aumentar. Por tudo isso, vencer o Fulham neste sábado era crucial. O time jogou bem, criou muitas boas chances, amassou o time dirigido por Scott Parker, e saiu com uma vitória suada por 1 a 0. Até a bola que entrou foi chorada.

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A cobrança sobre o time é natural, dado que os Blues gastaram uma boa grana para reforçar o seu elenco para esta temporada 2020/21. Há alguma desconfiança se o time é capaz de competir pelo topo da tabela, como indicou que poderia no começo da temporada. Frank Lampard deixou suas duas principais contratações na temporada no banco, como se tornou frequente: Kai Havertz, que custou €80 milhões, e Timo Werner, que custou €53 milhões. Eram €133 milhões no banco dos Blues.

Desde o começo, o Chelsea foi quem tomou as rédeas do jogo. Não só porque teve a posse de bola, mas porque trabalhava bem a bola e chegava com frequência nas imediações da área. Aos 24 minutos, em uma jogada pela esquerda de Ben Chilwell, que cruzou, a zaga afastou mal e sobrou para Mason Mount encher o pé e acertar o .

Pouco depois, em uma cobrança de escanteio, o Chelsea levou muito perigo em uma cabeçada precisa do zagueiro Antonio Rüdiger, que contou com o . Melhores em campo, os Bues tentavam o gol, ,mas esbarravam em um time bem organizado e muito esforçado do Fulham, que defendia como podia. De vez em quando, ainda conseguia chegar ao ataque.

Em uma boa jogada aos 40 minutos, Cavaleiro recebeu um lindo passe de Tete e, no meio da área, ele furou de forma ridícula, pegou de tornozelo na bola e chutou para fora. Uma grande chance desperdiçada pelo atacante português.

A coisa ficou mais complicada para os Cottagers quando Antonee Robinson deu um carrinho muito duro em cima de César Azpilicueta. O árbitro Peter Bankers mostrou o cartão vermelho ao americano. O Fulham ficou com um a menos já aos 44 minutos do primeiro tempo. Jogaria toda a segunda etapa com 10 . Foi a terceira expulsão do Fulham na Premier League. Ninguém teve mais expulsos que o Fulham.

No segundo tempo, o panorama do jogo seguia igual: era o Chelsea que atacava, amassava e pressionava mais e mais. Com um a menos, o Fulham se defendia muito e dificultava a vida do Chelsea. Foi só aos 32 minutos do segundo tempo que Ben Chilwell cruzou, o goleiro Aréola afastou e a bola sobrou para Mason Mount pegar de voleio, de primeira, e marcar o gol. Enfim, os Blues abriam o placar.

Mount chuta de voleio para marcar (MIKE HEWITT/POOL/AFP via Getty Images/OneFootball)

Mount acabou premiado pelo gol e foi um destaque do jogo. Ele criou sete chances de gol ao longo da partida, o maior número de um jogador do Chelsea em um jogo de Premier League nesta temporada. Igualou a marca dele próprio contra o Leeds.

No final do jogo, com o placar ainda pendurado e perigoso, o Chelsea teve a chance de matar o jogo. Em um contra-ataque, Timo Werner tabelou, avançou de trás do meio-campo, correu até dentro da área adversária e tocou cruzado… Pra fora. A fase do goleador alemão é terrível. Ele continua sem conseguir fazer os gols que, na temporada passada, ainda pelo RB Leipzig, não perderia.

Depois de três rodadas, com um empate e duas derrotas, o Chelsea recupera a confiança com uma vitória importante para somar pontos e subir na tabela. O time de Lampard também quebra uma série de três derrotas seguidas fora de casa.

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