Talvez não exista exemplo mais forte do “exército de emprestados” do do que . O brasileiro, contratado em 2011, com apenas 18 anos, passou quase uma década vinculado ao clube londrino, sendo emprestado durante todo o período, e só agora acaba de desfazer seu contrato com os Blues. Seu destino? O , de Portugal.

A equipe portuguesa anunciou a contratação de Piazon nesta quinta-feira (14), em um vínculo válido até 2025. O esperado novo passo na carreira do brasileiro vem após a passagem de relativo sucesso que vinha tendo com o Rio Ave, também de Portugal, notavelmente ajudando a equipe a igualar sua melhor classificação na liga portuguesa, o quinto lugar em 2019/20.

A ida ao Rio Ave em 2019 representou a Piazon o incrível sétimo empréstimo desde que assinou com o Chelsea, tendo atuado antes por Málaga, Vitesse, Eintracht Frankfurt, Reading, Fulham e Chievo. O brasileiro revelou recentemente que nos primeiros anos de seu contrato com os Blues sentia a confiança do clube em seu potencial e acreditava que os empréstimos estavam o preparando para um dia retornar a Stamford Bridge e brigar por seu espaço. Por volta dos 22 ou 23 anos, o jogador, hoje prestes a completar 27, percebeu que tudo o que os Blues esperavam dali em diante era emprestá-lo para conseguir uma venda futura.

“Eu acreditava que podia voltar e ter oportunidades a qualquer momento. Mais tarde, com o passar das temporadas, passei a ser só mais um negócio para eles. Emprestavam-me com a expectativa de me vender e fazer algum dinheiro comigo. Acho que é mais ou menos isso que eles pensam. Tenho de aceitar, porque também aceitei renovar o meu contrato com eles. Disseram-me que só me emprestavam se eu renovasse e eu aceitei. Foi uma relação complicada. Muitas vezes eles não gostavam do que eu dizia nas entrevistas, mas queria deixar bem claro que fui muito feliz nos meus primeiros anos no Chelsea”, contou Piazon em entrevista ao site português Mais Futebol, em outubro de 2020.

No fim das contas, não houve venda. Clube e jogador chegaram a um acordo mútuo pela rescisão do contrato, que ia até junho de 2022. Um fio tardio, mas necessário para ambas as partes, sobretudo ao brasileiro, que agora pode esperar contar com um pouco mais de estabilidade em sua carreira, algo com que sofreu com as constantes mudanças de país.