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Mata elogia Rashford e pede que outros jogadores usem sua plataforma para mudanças: “Dá para fazer os dois”

Juan Mata já demonstrou nos últimos anos entender o impacto que jogadores de futebol podem ter na sociedade, lançando a iniciativa Common Goal, em que atletas contribuem com 1% de seu salário para ajudar instituições de caridade ligadas ao futebol. Defensor da ideia de que os jogadores não se limitem a seu esporte, mas, sim, tentem causar um impacto positivo na sociedade, o meio-campista do Manchester United elogiou seu companheiro de time Marcus Rashford pelos esforços recentes para ajudar crianças vulneráveis na Inglaterra a receber alimentos durante estes tempos de pandemia.

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Em entrevista ao podcast Pitch to Post, da Sky Sports, Mata exaltou o colega de equipe por seu envolvimento na crise do Coronavírus. Em junho deste ano, diante da notícia de que os vouchers de refeição gratuita a crianças carentes seriam suspensos durante as férias de verão, Rashford escreveu uma carta aberta aos parlamentares britânicos, pedindo a extensão do programa, e a grande repercussão de seu ato levou o governo a recuar e manter o auxílio.

“Estou muito orgulhoso do que o Marcus tem feito. No campo, claro que sabemos o quão bom ele é, e ele ainda está atuando muito bem. Porém, fora do campo também, o trabalho que ele tem feito nos últimos meses tem sido ótimo”, afirmou Mata, em referência ao esforço contínuo de Rashford, que seguiu sua luta e recentemente passou a fazer campanha para que as crianças vulneráveis recebam refeições gratuitas durante o período de festas no fim do ano.

“Ele melhorou a qualidade de vida de muitas crianças neste país, e tenho certeza que todos estão muito orgulhosos disso. Sua família deve ter orgulho dele. Eu, como companheiro, e o clube estamos muito orgulhosos dele.”

Para Mata, mais do que o impacto claro gerado, a atitude de Rashford é também um chamado a outros jogadores para que se envolvam em questões da sociedade, usando o espaço que têm como celebridades e ídolos: “É importante que todo jogador perceba a plataforma que nós temos, a mensagem que podemos passar e a quantidade de pessoas que podemos ajudar”.

O espanhol afirmou ter visto argumentos por parte de algumas pessoas de que Rashford deveria se limitar apenas a jogar futebol e reforçou que é possível conciliar as duas coisas: “Ele pode fazer os dois, como está mostrando”.

“Acho que é importante também passar a mensagem de que, claro, somos jogadores de futebol, e nosso foco principal é nossa vida profissional, que é treinar e jogar futebol, estar pronto para ter um bom desempenho. Mas isso não toma o tempo para fazer esse tipo de coisa, que não tira nenhum foco de nossa vida profissional”, argumentou.

Como consequência de suas ações, Rashford tornou-se recentemente membro da Ordem do Império Britânico, em condecoração concedida pela Rainha Elizabeth II. Para Mata, “a recompensa que ele merece” por tudo o que fez.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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