Manchester United teve atuação à altura do tamanho do dérbi e garantiu dobradinha sobre o City na Premier League
Dando sequência a seu melhor momento na temporada, o Manchester United venceu com autoridade o Manchester City por 2 a 0, neste domingo (8), para manter viva a perseguição ao quarto colocado, Chelsea. Com o triunfo, os Red Devils conseguiram sua primeira dobradinha na Premier League (havia vencido no Etihad por 2 a 1) contra o rival local desde a temporada 2009/10.
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A primeira boa oportunidade da partida, no entanto, foi do Manchester City. Aos dez minutos, Shaw falhou, Agüero tomou a posse, tocou para Foden, e o garoto cruzou para Sterling. Bem colocado, o inglês bateu de chapa, forçando De Gea à primeira boa defesa do jogo, mandando para escanteio.
A resposta do United veio seis minutos depois. Fred, mais uma vez muito bem em campo, tocou para Bruno Fernandes, e o português abriu com Daniel James. Com espaço, o galês chutou sem força e precisão suficientes, e Ederson defendeu sem grandes dificuldades.
Dos 15 minutos de jogo até o fim do primeiro tempo, o United passou a dominar a partida, com uma marcação em pressão bastante eficaz na saída de bola do City e uma linha de defesa bem postada quando os Cityzens eventualmente avançavam. Já com a posse, os Red Devils eram muito mais incisivos e eficazes, criando e finalizando mais apesar da menor posse de bola.
Foi aos 30 minutos, em bola parada, que veio o gol do time da casa. Em cobrança de falta, assinalada em um lance controverso, a inteligência de Bruno Fernandes se fez evidente. O português deu uma cavadinha inesperada para Martial, que finalizou entre Ederson e a trave direita e fez 1 a 0. O goleiro, vale apontar, poderia ter feito melhor no lance.
Antes do intervalo, em outro bom ataque do United, Fred foi travado por Otamendi com um chute no pé, dentro da área, e o pênalti poderia ter sido marcado. Em vez disso, Mike Dean viu uma simulação e deu cartão amarelo para o brasileiro.
O primeiro tempo foi marcado ainda pela grande atuação de Aaron Wan-Bissaka, um gigante na defesa, anulando quase que completamente Raheem Sterling. O jogador do City sofreu com os desarmes do lateral ao longo de todo o encontro.
O segundo tempo começou quente, e o United ficou a centímetros de levar o empate. Aos três minutos, Sterling fez boa jogada, tabelando com Bernardo Silva, e lançou Agüero. O argentino finalizou bem, marcou o gol, mas a checagem do VAR confirmou o impedimento do atacante.
No minuto seguinte, foram os donos da casa que chegaram perto de marcar outro gol. Cancelo tocou a bola para Ederson, e o brasileiro errou o domínio. A bola ia em direção ao gol, e Martial correu para dividir com o goleiro, que acabou se recuperando. Não seria a única bobeira do brasileiro no jogo.
Até então sumido do jogo, Phil Foden conseguiu um escanteio e, na sobra dele, quase faz um golaço de fora da área, mas foi parado por boa defesa de De Gea.
O plano de Guardiola claramente não funcionava como desejado, então, aos 14 da etapa final, o técnico tirou Agüero e Bernardo Silva, dando lugar a Gabriel Jesus e Riyad Mahrez. Com esta opção, Foden foi puxado mais para o centro, com o argelino aberto pela direita. A alteração fortaleceu o jogo do City, mas não o suficiente para buscar o empate.
Aos 25 do segundo tempo, Wan-Bissaka puxou o contra-ataque com um belo lançamento para James. Em velocidade, o galês fez quase tudo certo. Porém, tendo Bruno Fernandes livre pelo meio, optou pelo chute e parou em boa defesa de Ederson. Furioso, o português deixou sua insatisfação bastante clara.
As melhores oportunidades do City no segundo tempo chegaram em sequência, aos 30 minutos. Após cruzamento de Mahrez, Sterling se atirou à bola, mas não a acertou como queria, perdendo grande chance. Na sobra, Jesus fez boa jogada pela esquerda e forçou De Gea a fazer boa defesa.
A essa altura, o United já havia recuado para segurar o resultado. Levando em conta em que setores o jogo estava sendo disputado naquele momento, Solskjaer fez duas boas substituições: Bailly entrou no lugar de Brandon Williams, empurrando Shaw para a ala esquerda; e McTominay foi a campo no lugar de Martial, acrescentando uma presença física importante no meio de campo, fortalecendo a segunda linha e deixando Fernandes e James como os homens mais avançados. Alguns minutos depois, para ter uma referência na frente capaz de segurar a bola, Odion Ighalo entrou no lugar de Fernandes.
Para coroar a grande alteração, um dos substitutos de Solskjaer também foi às redes. Ederson tentou sair jogando rápido com as mãos, lançando Mendy, mas o francês não acompanhou com a velocidade necessária, e McTominay, do meio da rua, pegou de primeira para marcar e fechar o 2 a 0 já no fim dos acréscimos.
Lentamente, Solskjaer parece voltar aos trilhos no comando do Manchester United. A contratação de Bruno Fernandes, por fim, claramente tem seu importante efeito. Desde que o português estreou, o United não perdeu, conquistando cinco vitórias e empatando três vezes.
A boa série da equipe, entretanto, é ainda mais longa. Os Red Devils ampliaram sua sequência para dez jogos sem derrotas. No intervalo, são 24 gols marcados, dois sofridos e oito partidas sem ser vazado. A ascensão vem em momento providencial, à medida que a briga por vagas na Champions League se acirra.
Do outro lado, sem chances de título e bastante seguro para terminar no G4, o City tenta encontrar motivação na Premier League. Seu grande foco está na Champions League, onde largou na frente do Real Madrid nas oitavas de final, vencendo em Madri por 2 a 1 a partida de ida.