Premier League

Manchester United sofre no fim, mas segue imbatível na estrada e se aproxima da ponta

O Manchester United passou por apuros maiores do que a partida indicava nos minutos finais contra o Sheffield United, mas conseguiu manter a vitória por 3 a 2 fora de casa e tem o segundo melhor aproveitamento da Premier League, com 23 pontos em 12 partidas.

Caso vença o jogo adiado contra o Burnley, válido pela primeira rodada, assumirá a segunda posição do Campeonato Inglês, o que seria até um pouco surpreendente em uma temporada em que foi goleado por 6 a 1 pelo Tottenham e saiu da Champions League ainda na fase de grupos.

A chance de derrotar o Burnley é muito alta, não apenas porque o time de Sean Dyche não anda muito bem, mas porque o jogo não é em Old Trafford: a alta pontuação do Manchester United até aqui se baseia em um aproveitamento perfeito em seus seis jogos como visitante.

Quanto tempo esse rendimento na estrada durará e o quanto Solskjaer conseguirá melhorar os resultados em Old Trafford, onde o United ganhou apenas do West Brom até agora, determinarão se os Red Devils realmente brigarão ou não pelo título inglês.

Era de se esperar facilidades contra o Sheffield United. Primeiro porque os Blades, agora com um empate e 12 derrotas, estão com a menor pontuação após as primeiras 13 rodadas da história do Campeonato Inglês – uma história bem longa. E segundo porque não são um time que marca perto da própria área e apenas aguarda o adversário.

A postura tem seus riscos. Por um lado, permite que Oliver Burke esteja na área do Manchester United, aos cinco minutos, para roubar a bola do goleiro Dean Henderson e rolar para David McGoldrick abrir o placar. Por outro, ao colocar a linha defensiva na altura da sua intermediária, o Sheffield United ficou muito suscetível aos contra-ataques dos visitantes.

Essa é a chave para o rendimento tão alto do United fora de casa: quando consegue colocar seus rápidos atacantes nas costas dos adversários, o time de Solskjaer é absolutamente letal. Rashford ainda perdeu a primeira oportunidade, após um bonito lançamento de Bruno Fernandes, embora estivesse impedido, mas dominou a segunda, criada por Victor Lindelöf, e chutou forte para empatar.

Em vez de gerar um ajuste de Chris Wilder, o primeiro gol foi seguido por outro lançamento, agora de Pogba, da intermediária ofensiva, que acionou Martial. Ele dividiu com o goleiro Aaron Ramsdale, ficou com a sobra e tocou ao gol vazio para virar a partida. Dois minutos depois, em contra-ataque, Martial acionou Rashford que bateu em cima do goleiro do Sheffield United.

Logo no começo do segundo tempo, Pogba começou a jogada com habilidade no campo de defesa e Greenwood sofreu a falta no meio-campo. O árbitro, corretamente, deu a vantagem. A bola passou por Bruno Fernandes e Martial até chegar à batida de Rashford para o United ter uma certa gordura no placar.

Essa gordura se mostrou importante. McGoldrick marcou o seu segundo gol do dia em uma cobrança de escanteio para tirar o jogo do marasmo e injetar confiança ao Sheffield United, que passou a pressionar em busca do empate. Lys Mousset chegou a exigir uma grande defesa de Henderson, mas era tarde demais para que os Blades evitassem a sequência de sua trágica campanha.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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