Desde 1963 o não era derrotado três vezes seguidas dentro de casa. Depois de perder jogos que deveria ganhar contra Burnley e Brighton, o adversário agora era mais forte. Vencer o Liverpool em Anfield não é algo comum para o . Eram 17 jogos sem conseguir o efeito, sendo a última vez em 2003. As duas marcas caíram de forma categórica. O City vinha de uma sequência muito positiva e, mais do que os resultados, vinha jogando um futebol que ninguém na liga chega perto. Com uma atuação implacável, o Manchester City aproveitou os erros do rival, marcou gols e goleou por 4 a 1. Chega a 14 vitórias seguidas na Premier League, algo muito impressionante.

Sendo assim, o City coloca como o grande time inglês da temporada e assume o protagonismo na corrida pelo título como grande favorito e time a ser batido. Se é que alguém poderá bater o time de Pep Guardiola. O futebol que a equipe jogou, sem ter Kevin De Bruyne disponível, é bastante impressionante. Ilkal Gündogan segue com um nível de atuação muito alto, assunto da semana aqui na Trivela. Parece difícil que alguém alcance o mesmo patamar de futebol e, por isso, a chance dos adversários deve passar apenas com a queda do nível atual do City.

O jogo tinha muitos componentes importantes. O Liverpool, líder no Natal, caiu de produção, tropeçou nos seus próprios erros e problemas, perdeu pontos e quem chega como líder é o Manchester City, sete pontos à frente. Os Reds precisavam vencer para reduzir a diferença, se ainda quer sonhar com o título. Ao mesmo tempo, o time de Pep Guardiola chega em melhor fase com o melhor futebol da Inglaterra e em uma série excelente de resultados.

Em boa parte do primeiro tempo, o Liverpool foi ligeiramente melhor, atacante mais, levando perigo com algumas finalizações e ataques invertendo a bola de um lado a outro. Em um dos chutes, de Roberto Firmino, Éderson precisou fazer uma ótima defesa. Só que o time tomou um susto.

Sterling recebeu pelo lado esquerdo, entortou Trent Alexander-Arnold, passava por Fabinho quando foi tocado pelo volante improvisado na zaga. Pênalti marcado por Michael Oliver. cobrou alto, forte… E para fora. O placar seguia 0 a 0.

Só que o próprio Güngodan se redimiu. Logo no início do segundo tempo, Sterling fez outra grande jogada pela esquerda, passou por Alexander-Arnold, tocou para o meio e Foden finalizou, exigindo grande defesa de Alisson. O problema é que sobrou o rebote para Gündogan finalizar e marcar 1 a 0, aos quatro minutos.

Quando Rúben Dias falhou ao interceptar a bola, que ficou com , e o zagueiro derrubou o egípcio com o braço. Foi o próprio camisa 11 que cobrou a penalidade, no alto e forte, sem nem dar chance a Ederson para empatar o jogo em 1 a 1, aos 18.

O Manchester City chegaria ao segundo gol em uma cobrança de falta ensaiada pelo lado esquerdo, que John Stones completou para a rede e o tento foi anulado por impedimento. Como foi um lance muito difícil, o VAR conferiu o impedimento marcado e confirmou a marcação.

Com um roteiro de erros repetidos, o Liverpool bobeou e se perdeu. Alisson errou duas vezes na saída de bola. Na primeira, se salvou, mas gerou uma segunda, que ele entregou a bola para Phil Foden. O inglês foi até a linha de fundo, cruzou para trás e Gündogan, de novo, marcou e colocou 2 a 1 no placar, aos 28 minutos.

Gündogan comemora (Laurence Griffiths/Getty Images/OneFootball)

O erro desestabilizou Alisson. O brasileiro voltou a sair jogando mal, desta vez dando a bola nos pés de , que foi à linha de fundo, tocou por cima para Sterling só completar de cabeça quase em cima da linha: 3 a 1, aos 31 minutos.

O gol que fecharia o placar, e a goleada, viria aos 38 minutos. Desta vez foi Gabriel Jesus quem acionou Phil Foden que, do lado esquerdo, encheu o pé, no alto, e marcou um golaço. Os 4 a 1 parecem muito pesados para quem viu apenas o segundo tempo, mas é muito justo para quem viu o segundo. O City, afinal, tomou o gol na falha que cometeu na defesa. O Liverpool entregou dois gols, mas além disso, viu o City criar jogadas mais perigosas que levaram aos gols e à vitória. E que vitória.

Para quem briga pelo título, foi uma vitória que marca a campanha. Dizer que vale três pontos como qualquer outro jogo é para quem tem a visão limitada de só o olhar para os números sem os contextos. O atropelo dos Citizens serve como um alerta, não para o Liverpool, que competiu bem, mas para a liga: quem quiser derrubar o time de Guardiola precisará jogar muita bola. Muito mais bola do que todos estão jogando, inclusive o Liverpool, que fazia boa partida no primeiro tempo.

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