Premier League

Luis Díaz e Salah lideraram o Liverpool em um clássico apertado contra o Everton

Enquanto o colombiano foi responsável pelas principais jogadas, Salah marcou os dois gols da quarta vitória dos Reds nos últimos cinco clássicos

Um pênalti forte, firme e indefensável cobrado por Mohamed Salah abriu a porta para o Liverpool, em um clássico apertado contra o Everton, que se defendeu muito bem, tanto quando tinha 11 jogadores em campo, quanto quando ficou com um a menos. A vitória por 2 a 0 encerrou uma mini-sequência de duas rodadas sem vitória dos Reds e os levou aos 20 pontos, empatados com Tottenham e Arsenal, com vantagem no saldo de gols, mas com um jogo a mais.

Foi um teste de paciência para os donos da casa, vencido com a ajuda de Luis Díaz, responsável pela expulsão de Ashley Young, pelo pênalti cometido por Michael Keane e pelas jogadas mais perigosas dos donos da casa até o placar ser aberto. Nele, ficou o nome de Salah, que chegou a 105 gols em Anfield, passando um tal de Steven Gerrard e um tal de Kenny Dalglish. Cimentando cada vez mais seu lugar no hall de lendas do Liverpool.

Luis Díaz x Ashley Young

O primeiro tempo foi como o Derby de Merseyside costuma ser. Competitivo, disputado, com entradas firmes, às vezes duras, e poucos espaços. Dominic Calvert-Lewin, no primeiro minuto, deu a única finalização certa do Everton em toda a partida. O Liverpool demorou para conseguir impor o seu ritmo. Levava vantagem na ponta esquerda, com Díaz em cima de Young, e o colombiano teve a primeira oportunidade, após contra-ataque puxado por Szoboszlai. Young conseguiu um bloqueio importante.

O ritmo começou a aumentar depois dos 23 minutos, quando Jota arrancou e foi derrubado por Tarkowski na entrada da área. A cúpula de bola parada do Liverpool discutiu o que fazer: Salah rolou para Alexander-Arnold bater de frente, na barreira, enquanto Szoboszlai observava. Díaz ganhou mais uma de Young pela esquerda e cruzou para o outro lado da área, onde Salah bateu colocado com perigo. Mac Allister testou de média distância, Pickford defendeu em dois tempos.

O duelo foi definitivamente vencido por Díaz, aos 36 minutos, quando Young levou o segundo cartão amarelo por falta no colombiano e foi expulso. Dwight McNeill até conseguiu ameaçar Alisson de fora da área, um pouquinho pelo menos, mas a reta final do primeiro tempo foi toda do Liverpool, alugando o campo de ataque. Arnold chegou a colocar a bola pouco acima do travessão com uma bomba de longe, mas o placar chegou ao intervalo zerado.

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Salah não vacila

A dinâmica de ataque contra defesa se intensificou no segundo tempo. O Liverpool pareceu ansioso um pouco cedo demais, antecipando cruzamentos e finalizações sem necessidade. O Everton reclamará, com razão, que Ibrahima Konaté poderia ter sido expulso por uma falta em Beto no meio-campo. Klopp aparentemente concordaria porque tirou o zagueiro francês imediatamente, logo depois de ter introduzido Harvey Elliott e Darwin Núñez para tentar mudar a cara do ataque.

Nem precisava porque o mapa da mina era claro: bola em Luis Díaz. Aos 36 minutos, o colombiano chegou pela esquerda e levou um carrinho de Patterson. Apesar de ter havido um toque, pareceu limpo. O árbitro Craig Pawson não deu nada, e o VAR não chamou. O lance seguinte, porém, foi bastante claro. Díaz cruzou à meia-altura, e Michael Keane desviou com o braço completamente aberto. Pawson não viu, mas desta vez houve o alerta do VAR.

Nem foi necessário muito tempo à frente do monitor para confirmar a penalidade que Salah cobrou com força e precisão para abrir o placar. O Liverpool teve seus contra-ataques para matar a partida, mas não o havia conseguido quando o árbitro assinalou nove minutos de acréscimo. Sean Dyche jogou seu time para frente, lançou bolas na área de qualquer lugar, tentando forçar um erro. Houve risco aos anfitriões, até Núñez puxar um contra-ataque pelo meio e soltar na direita.

Salah chegou batendo de primeira, uma chapa no canto, e garantiu mais uma vitória do Liverpool contra o Everton, a quarta nos últimos cinco clássicos.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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