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Liverpool mostra consistência para conseguir uma vitória importante sobre o Newcastle em St. James’ Park

Com dois belos gols ainda no primeiro tempo, Liverpool fez bom jogo defensivo, criou chances e poderia ter feito até mais gols contra um time muito forte

Em uma temporada de tanta instabilidade, o Liverpool enfim parece viver uma semana de consistência positiva. Os Reds venceram o Newcastle por 2 a 0 atuando na casa do adversário, o St. James’ Park e já pode sonhar com classificação para a Champions League. A vitória sobre os Magpies foi fundamental também porque o time de Eddie Howe é o quarto colocado e a diferença caiu para seis pontos, sendo que o Liverpool tem um jogo a menos.

O técnico Jürgen Klopp pôde contar com o retorno do zagueiro Virgil Van Dijk, o que já melhora consideravelmente a defesa do Liverpool. Ainda que o neerlandês não esteja na sua melhor temporada, sua presença ajuda a melhorar até os companheiros. Assim, a defesa toda do Liverpool fez um bom jogo, a começar por Alisson, com defesas bem importantes, o lateral Trent Alexander-Arnold, o zagueiro Joe Gómez e também o lateral esquerdo Andrew Robertson.

O Liverpool abriu o placar logo aos nove minutos. Alexander-Arnold fez um lindo lançamento nas costas da defesa e Darwin Núñez dominou, saiu na cara do gol e chutou firme para marcar 1 a 0. O gol foi checado pela posição do jogador e por uma suspeita de toque no braço, mas as duas coisas foram descartadas pelo VAR após a revisão. Ter feito o gol logo nos primeiros minutos também ajudou a tornar a partida algo mais acessível.

O segundo gol não demorou: aos 16, foi Mohamed Salah que fez um lindo passe para o meio, por cima, e Cody Gakpo dominou e finalizou bem para marcar 2 a 0. Assim como o primeiro gol, havia a suspeita de impedimento no lance, mas a revisão mostrou posição legal. Gol conformado e 2 a 0 no placar, o que deixou a vantagem do Liverpool bastante confortável.

Ficaria mais ainda quando, aos 21 minutos, o goleiro Nick Pope saiu do gol nos pés de Mohamed Salah e tocou com a mão na bola fora da área. Uma falta estúpida e que gerou o que a regra indica: cartão vermelho para o goleiro. Com isso, o técnico Eddie Howe sacrificou o meio-campista Elliot Anderson para colocar o goleiro Martin Dubravka.

Apesar da expulsão, o Newcastle não se curvou e nem se encolheu para a defesa. Joelinton se esforçou para compensar o jogador a menos no meio-campo, se desdobrando no setor. Além disso, o time contou com um ótimo Allan Saint-Maximim, que voltou ao time titular e levou perigo pela ponta esquerda. Só não fez mais porque a defesa do Liverpool pareceu muito melhor em relação a outros momentos na temporada.

O Newcastle teve chances. Chegou a acertar a trave com Saint-Maximin, em um ótimo ataque pela direita, e também com o lateral esquerdo Dan Burn, em um escanteio, tocando de cabeça. No segundo tempo, O Newcastle continuou conseguindo levar perigo.

O Liverpool aproveitou a vantagem numérica para conseguir se defender bem, mas ainda houve chances. Uma delas com o atacante Callum Wilson, que entrou no segundo tempo no lugar de Alexander Isak. Ele recebeu na esquerda e, de frente para o gol e tocou colocado, mas Alisson saiu bem e conseguiu defender com a perna.

No fim, a vitória por 2 a 0 acabou dando ao time que foi melhor em campo, em todos os setores, os três pontos da partida. Mostra um Liverpool que não se via muito no começo da temporada.

É difícil dizer se essa consistência irá durar, mas os comandados de Klopp conseguem a segunda vitória seguida na Premier League. A diferença para a zona de classificação para a Champions League parecia muito difícil de ser tirada, mas agora está em seis pontos, sendo que o Liverpool tem um jogo a menos que o quarto colocado Newcastle, 22 a 23. Dos times que estão à frente, o Tottenham também tem 23 jogos e o Fulham tem 24, ou seja, a posição do Liverpool é boa. Só o Brighton, dos que estão à frente, têm o mesmo número de jogos – e de pontos também, aliás, 35.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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